Teatro 'Nau Nau Maria' vai ao Centro Cultural Gil Vicente. Créditos: Filipe Ferreira

Um novo olhar sobre os feitos dos navegadores portugueses, desconstruindo ideias pré-concebidas, enquanto se oferece ao público uma versão nada romantizada da época dos descobrimentos. Esta é a proposta do espetáculo “Nau Nau Maria”, com criação e direção de Alice Azevedo, numa produção da Causas Comuns, em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II.

Partindo da adaptação da História Trágico-Marítima de Bernardo Gomes de Brito, “Nau Nau Maria” propõe uma viagem atribulada por esta que foi a mais magna desventura portuguesa. Em palco desmonta-se o mito de que foram os portugueses quem “descobriu” parte do mundo, “de naufrágio em naufrágio”.

O espetáculo acaba por desfazer não apenas personalidades e mitos da História dos Descobrimentos, muitas vezes “referenciadas com um ‘apagador’ por cima daquilo que realmente se passou”, mas também remete o público para a atualidade política e social portuguesa, adianta Alice Azevedo.

“Nau, Nau Maria” foi criado no âmbito do projeto Próxima Cena da “Odisseia Nacional”, que leva programação teatral a todo o país, durante este ano. O projeto procura levar teatro a zonas de baixa densidade populacional, com enfoque na adolescência, em particular nos alunos do ensino secundário e no programa de português para este nível de ensino.

No Sardoal, a peça fará duas apresentações, no Centro Cultural Gil Vicente. No dia 05, sexta-feira, exclusivamente para o Agrupamento de Escolas, com a presença de cerca de 120 alunos do 2º e 3º ciclos e ensino secundário. No sábado, dia 06, a sessão é aberta ao público em geral, e tem lugar a partir das 21h30.

A entrada é gratuita, mas sujeita ao levantamento de bilhete.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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