Foto de: Jorge Ferreira/PS

No contexto do debate na Especialidade do Orçamento do Estado, tive a oportunidade de intervir, até este momento, em diversas audições onde a defesa do distrito está, para mim, sempre na linha da frente. Importa contextualizar, salientando as opções que têm vindo a ser tomadas pelo atual Governo, por exemplo, para a área das infraestruturas e da habitação, algumas das quais centrais para os objectivos de descarbonização da economia, com vista ao combate às alterações climáticas.

Para além de terem em conta as questões ambientais e a escolha de transportes colectivos, as mesmas permitem a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e a poupança das famílias.

Exemplo disto mesmo é o PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária, mecanismo justo que permitiu milhares de famílias portuguesas poupar centenas de euros mensalmente. Também é de salientar a aposta que está a ser feita na ferrovia reflectida na aquisição de material circulante ferroviário. No caso da EMEF, nos últimos 4 anos, o Governo impediu o desmantelamento e destruição da mesma,nomeadamente a sua privatização.

Quanto às matérias de âmbito regional do distrito de Santarém, voltei a chamar a atenção para questões pertinentes que carecem de resolução. Falo da concretização de uma nova travessia no Tejo, da reabilitação da Ponte Rainha D. Amélia, da concretização do novo traçado da Linha do Norte, entre Vale de Santarém e Vale Figueira –  sendo que se encontra aqui um dos pontos mais sensíveis ao nível de segurança que são as Barreiras de Santarém –  assim como defendemos também a requalificação da Linha do Norte até ao Entroncamento, a ligação do IC9 A1 a Fátima e a conclusão do IC3.

Também o EcoParque do Relvão, no concelho da Chamusca, merece uma atenção especial já que é importante encontrar uma solução para os resíduos sólidos perigosos não continuarem a  atravessar um conjunto de localidades como Chamusca, Alpiarça e Almeirim. Enquanto deputado eleito pelo distrito de Santarém solicitei atenção para este tema e pedi esclarecimentos ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, que deu respostas positivas para a nossa região.

Na audição ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, foquei a questão preocupante relacionada com os financiamentos ao Instituto Politécnico de Tomar e Instituto Politécnico de Santarém, sabendo que são situações distintas. Também pretendi esclarecimentos sobre a construção da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e residência Universitária. Defendemos que a autonomia destas instituições de ensino não deve ser colocadas em causa.

Questionei ainda o Ministro do Ambiente e da Acão Climática, Matos Fernandes, sobre os recursos hídricos no distrito de Santarém, nomeadamente sobre os caudais do Rio Tejo. Em relação ao Rio Nabão, questionei sobre a questão da poluição que preocupa a comunidade, tal como fiz em relação à Ribeira da Boa Água, em Torres Novas. Sobre as pragas de jacintos no Sorraia, nos concelhos de Coruche e Benavente, questionei se existiam novidades.

Nos próximos tempos, estas e outras matérias vão continuar a ser debatidas e eu estarei sempre na linha da frente em defesa do distrito de Santarém.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

Deixe um comentário

Leave a Reply