Hugo Costa. Foto: Carlos Ferreira

Chegados que somos à última semana de 2022, é tempo de fazer um balanço do que ficou para trás, desejando a todos, desde já, a continuação de Boas Festas. O ano de 2022 foi marcado, entre outros acontecimentos, pelas eleições legislativas e pela vitória inequívoca do Partido Socialista (PS), um ano em que também fui reeleito Presidente da Federação Distrital do PS, responsabilidade que muito me honra. A nível internacional, este foi o ano marcado pela Guerra na Ucrânia e pela crise que levou à subida de preços e da energia.

Nestas circunstâncias, acredito que temos de fazer ainda mais e, quer na minha vida pessoal, quer na minha vida política, procuro ser um pouco melhor do que ontem, todos os dias. Com confiança, dedicação e proximidade, faço a minha parte para trazer o melhor para o distrito e para a região.

No contexto do meu trabalho, na passada semana, realizei três intervenções na Assembleia da República. A primeira, referente à aprovação da taxa adicional sobre lucros extraordinários, para salientar que todos os cidadãos sentem na pele a crise inflacionista – que resulta das roturas das cadeias de abastecimento na pandemia e, posteriormente, como consequência na guerra e os seus choques na oferta – com o governo a procurar mitigar os efeitos desta onda inflacionista.

No entanto, os dados indicam que existem empresas que, fruto das circunstâncias, apresentam lucros substancialmente superiores ao esperado, o que moralmente não é aceitável. Não faz sentido as faturas de energia dispararem e os lucros das empresas do setor atingirem resultados históricos. Por isso esta proposta, que visa taxar os lucros superiores a 20% nos últimos quatro anos, tendo em conta o seu nível de média, é apenas o Estado a cumprir o seu papel de justiça fiscal. O mesmo Estado que também ajudou as empresas quando estas estavam em dificuldades, na pandemia.

Numa outra intervenção, abordei a pertinência da criação de uma nova Nut2, que junta as atuais Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste, um ponto chave que o PS tem liderado na região, uma vez que potencia o desenvolvimento da região e permite a coesão do distrito de Santarém na região oeste, naturalmente com a salvaguarda dos municípios que saem da CIM Médio Tejo para a CIM Beira Baixa, em projetos em curso e em fundos comunitários.

Na audição à Ministra da Presidência, Mariana Viera da Silva, sobre política geral do Ministério na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, sublinhei que o próximo ciclo é uma oportunidade única para o país, bem como uma responsabilidade para a competitividade da nossa economia e fortalecimento do Estado Social. Os fundos comunitários que o país recebe, neste momento, devem ser vistos em conjunto (PT2020, PRR e o novo Quadro Comunitário PT2030). Já são 3 mil milhões de euros que estão ao serviço da economia portuguesa.

Ainda em relação ao PT2020, mais de 80% destes fundos, ou seja, mais de 22 mil milhões de euros já estão pagos. Em termos de execução, Portugal está no topo, está no caminho certo. Quanto ao novo Quadro Comunitário de Apoio, estão em causa cerca de 23 mil milhões de euros, que podem ser organizados em objetivos temáticos, nomeadamente a vertente social, a vertente verde e a vertente competitividade, com a circunstância de também ter sido aprovado pelo Conselho de Ministros, o Modelo de Governação do Portugal2030, que pode simplificar ainda mais a execução dos fundos comunitários.

Mesmo existindo sempre quem teime em apenas ver o copo meio vazio, através do populismo habitual, este é o momento em que temos de renovar a esperança em dias melhores. E acreditar que o futuro pode sempre mudar para melhor.

Sendo esta a última crónica deste ano que assino no mediotejo.net, desejo as maiores felicidades à sua equipa e a todos os seus leitores um ano de 2023 com muita energia. Que o novo ano seja auspicioso para a região. Um Bom Ano para todos.

Hugo Costa

Deputado na Assembleia da República, Hugo Costa diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 38 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É Presidente da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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