Vale do Ocreza, em Mação. Foto: Paulo Cunha

O Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, prepara-se para abrir, a 10 de dezembro, às 18h30, a exposição “A Arte Rupestre do Vale do Ocreza – 25 Anos da Descoberta”. A mostra celebra o quarto de século desde que as primeiras gravuras paleolíticas do Ocreza vieram a público, revelando um conjunto que transformou o conhecimento sobre a pré-história regional e colocou Mação no mapa europeu da arte rupestre.

A exposição reúne imagens, materiais de investigação e novas interpretações sobre este património ímpar, permitindo ao público revisitar figuras como cavalos, auroques e cervídeos — alguns deles representados sem cabeça — que tornam o conjunto especialmente singular.

O destaque vai para o emblemático “Cavalo do Ocreza”, gravura com mais de 20 mil anos e primeira manifestação paleolítica identificada no Médio Tejo, cuja descoberta em 2000 marcou o início de uma nova etapa científica em Mação, comparável à do Vale do Côa.

Para assinalar a data, o concelho de Mação acolhe ainda, nos dias 11 e 12 de dezembro, dois eventos internacionais dedicados à Arte Rupestre Pré-Histórica, que reforçam a projeção científica e cultural do vale da Ribeira da Ocreza e da importância de Mação no estudo do Paleolítico europeu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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