Municípios ribeirinhos do Tejo no distrito de Santarém em alerta máximo para cheias. Foto: Carlos Canana/mediotejo.net

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou todo o país em estado de prontidão especial nível 4, o mais elevado, devido à previsão de um quadro meteorológico considerado “muito complexo”, com chuva persistente, vento forte e solos já saturados.

Entre as bacias hidrográficas que mais preocupam está a do Tejo, onde estão a ser pré-posicionados meios de socorro, incluindo embarcações e equipamentos de bombagem de alta capacidade, face ao risco de cheias rápidas e inundações urbanas. Às 18:00, os caudais registados eram de 985 m³/s em Castelo de Bode, 222 m³/s em Pracana e 1.810 m³/s em Fratel (total de 3.017 m³/s), enquanto em Almourol o nível atingia os 3.450 m³/s.

De acordo com informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para esta terça-feira, 3 de fevereiro, existe potencial de inundações fluviais em vários municípios ribeirinhos do distrito de Santarém na bacia do Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém e Vila Nova da Barquinha, estendendo-se ainda o alerta a Vila Franca de Xira.

No rio Sorraia, os concelhos de Coruche e Benavente surgem igualmente identificados com potencial de inundações.

A APA indica ainda que o risco de inundações se mantém elevado para os dias 4 e 5 de fevereiro, voltando a abranger os mesmos municípios da bacia do Tejo, num contexto em que a capacidade de absorção dos solos se encontra já muito reduzida.

O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, alertou que, com os solos encharcados pela depressão anterior, qualquer saída do rio do leito normal pode originar escoamentos superficiais rápidos e perigosos, sobretudo em zonas ribeirinhas historicamente vulneráveis.

A Proteção Civil apelou às populações para evitarem a circulação junto às margens do Tejo e outras linhas de água, não atravessarem zonas inundadas e garantirem a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais, além de cuidados redobrados junto de árvores e estruturas fragilizadas pelo temporal recente.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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