No Dia Mundial do Animal, 4 de outubro, o Município de Mação lançou a campanha “Apanhe-me. Sou perigoso”, que visa a sensibilização para a recolha dos dejetos dos cães na rua. A autarquia pretende alertar “para os perigos associados aos dejetos no chão, que podem provocar doenças graves aos humanos e animais, além dos riscos para o ambiente”.
Para o presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, “esta campanha é de sensibilização e, de certa forma, educativa. Temos, especialmente na Vila de Mação, um problema que pode ser de saúde pública, e que depende efetivamente das pessoas, da ação de cada um, da responsabilidade que têm enquanto donos de um animal de companhia. Com esta campanha alertamos para os perigos associados aos dejetos dos animais no chão e explicamos as consequências. O que esperamos é que cada um tome consciência dos perigos e adote uma atitude de cidadania e respeito pelo outro”, sublinha o edil.
A campanha divide-se em duas partes, falando do “perigo para humanos e animais”, sendo explicado que “doenças como as viroses são contraídas pelo contacto com os solos contaminados, as crianças ao brincarem em parques e jardins, por exemplo, e ao levarem as mãos à boca acabam por serem infetadas por parasitas, bactérias ou vírus deixados pelos animais”.
“Doenças fatais como a equinococose-hidatidose, uma doença endémica que é conhecida como quisto hidático, pode ser mortal, o cão passa a infeção para o solo através dos ovos que vem juntos com os dejetos, a larvas nascidas destes ovos podem atingir o cérebro, o fígado ou os pulmões”, pode ler-se na mesma informação.
Também é referida a toxocarose, que é “transmitida do animal para o humano, também é provocada pelos parasitas que vêm junto com os dejetos tanto dos cães como dos gatos é uma larva denominada como lombriga no corpo masculino esta não consegue chegar à maturidade sexual e desse modo migra para outros órgãos – como o fígado, os pulmões e os olhos. Estas larvas ao se alojarem nos órgãos criam granulomas que causam fortes dores abdominais, febres, fígado aumentado e problemas respiratórios. No caso de ela se alojar no olho, este pode ter de ser removido cirurgicamente”.
Quanto ao perigo que presenta “para o ambiente”, a autarquia alerta que para além de os dejetos dos animais de estimação “serem nocivos para a saúde”, são também “pouco higiénicos e, por isso, são muitas vezes os causadores do mau cheiro e da sujidade que se encontra em passeios, jardins ou parques”.
“Em Mação, por exemplo, a relva cortada nos espaços verdes é utilizada para fazer compostagem e utilizar o composto para fertilizar plantas. Há espaços em que a sujidade da relva com dejetos de cães não permite a sua utilização para composto, além de degradar as próprias máquinas de corte. Além do referido, os dejetos dos cães podem contaminar os solos e águas”, conclui a informação da Câmara Municipal de Mação.

