Ferreira do Zêzere. Foto: Arlindo Homem

Para cobrir os prejuízos financeiros e equilibrar os resultados do exercício de 2021 da empresa intermunicipal Tejo Ambiente, os municípios que a integram (Tomar, Ferreira do Zêzere, Ourém, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha) são obrigados a fazer transferências financeiras na proporção da respetiva participação social.

O défice no ano passado rondou os 896 mil euros, valor que os municípios têm de cobrir. No caso de Ferreira do Zêzere, o montante em causa é de 71 mil e 142 euros, correspondente aos 7,94% do seu capital social na empresa.

Este mecanismo legal de reposição do equilíbrio é obrigatório, no entanto, a Tejo Ambiente não pode voltar a registar a registar prejuízos, correndo o risco de ter de cessar atividade. De acordo com a lei, só pode acumular prejuízos durante dois anos consecutivos. Em 2020, o défice foi de 2,2 milhões de euros.

Além do município ferreirense, Tomar tem de transferir para a Tejo Ambiente 319 mil euros, Ourém, 290 mil euros, Mação, 97 mil euros, Vila Nova da Barquinha, 68 mil euros, e Sardoal, 50 mil euros.

Os principais investimentos que a Tejo Ambiente está a realizar em Ferreira do Zêzere estão relacionados com os sistemas de saneamento de águas residuais de Cerejeira, Cubo, Varela e Varelinha.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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