Abrantes aposta em programa de controlo e esterilização de gatos de rua. Foto: CMA

Por via da implementação do Programa CED – Captura, Esterilização e Devolução, o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Abrantes, Constância e Sardoal (canil intermunicipal) bem como os respetivos municípios tem trabalhado no controlo da população de gatos errantes, vulgo gatos de rua.

Além dos cuidados veterinários assegurados e esterilização de gatos de rua para evitar a sua reprodução descontrolada, o Município de Abrantes procedeu à aquisição e instalação de abrigos para algumas colónias da cidade, por via de uma candidatura com apoio financeiro do ICNF – Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, para a modernização dos Centros de Recolha Oficiais.

A cidade está dotada para já de cinco abrigos para felídeos, recentemente colocados onde já existiam colónias de gatos, nomeadamente no Parque Urbano de São Lourenço, Aquapolis Norte, Jardim do Castelo, Tapada da Fontinha e Adro da Igreja de S. João, indica a autarquia, explicando que cada um destes abrigos está dotado de um Cuidador Oficial reconhecido pela Câmara Municipal de Abrantes, responsável pela proteção e alimentação dos animais ali existentes.

“A introdução destes abrigos está numa fase experimental, sendo que, caso a experiência e aceitação pela população sejam positivas, não se exclui a possibilidade de colocação de mais abrigos em locais onde a necessidade exista”, frisa a autarquia abrantina.

Foto: CMA

De acordo com os dados avançados do CRO, “existem desde 2020 cerca de 60 colónias constituídas e intervencionadas no concelho de Abrantes, com uma média de 15 felídeos cada. Atualmente, encontram-se em lista de espera e pendentes para avaliação cerca de 50 pedidos de criação de colónia oficial”.

De referir que o Programa CED permite que os gatos de rua sejam capturados e levados pelo Centro de Recolha Oficial a Centros de Atendimento Médico-Veterinários (CAMV) com os quais o município possui contratos de prestação de serviços, e onde são esterilizados, desparasitados e sujeitos à testagem de patologias mais passíveis de ocorrer, como sejam os testes de FIV/FELV, com correspondente vacinação, em casos negativos, e é feito o registo eletrónico, sendo efetuado um corte na orelha esquerda do animal para permitir o reconhecimento de que estes gatos foram intervencionados. São depois devolvidos ao território de origem, onde são alimentados e protegidos pelo cuidador oficial, reconhecido pela Câmara Municipal.

O Programa CED é reconhecido como um método humano eficaz de controlo de colónias de felídeos e de redução da população silvestre que tem como principais vantagens a redução do número de ninhadas e a diminuição da população de gatos errantes.

Esta intervenção também promove o bem-estar animal, além de permitir a resolução de questões de saúde pública, eliminando a insalubridade (causada pela alimentação desadequada facultada por pessoas, como por exemplo, restos de refeições) e uma colónia mais saudável e integrada, com melhor aceitação em meio urbano, com redução de comportamentos agressivos, de marcação de território, de brigas e de maus odores.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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