O movimento “Mulheres de Abril”, dinamizado por Mona Martins, prepara-se para encerrar a sua terceira edição em Vila Nova da Barquinha. O que começou como um círculo restrito de sete mulheres transformou-se, ao longo deste mês de abril, num vibrante ecossistema comunitário que envolve cerca de quarenta participantes em torno da memória, da arte e da cidadania.
Após um intenso programa de oficinas, tertúlias e reflexões sobre o papel da mulher na sociedade – que incluiu temas como a maturidade, a sabedoria das ervas e a história do Ribatejo – chega agora o momento da celebração pública, com as celebrações a reforçarem o lema: “a liberdade continua a ser feita à mão”.
As comemorações do Dia da Liberdade em Vila Nova da Barquinha e Tancos iniciam-se bem cedo, com as participantes do projeto Mulheres de Abril a reunirem-se no Atelier Mona Martins às 08h00, seguindo depois para Tancos. Ali, às 09h00, realiza-se o hastear da Bandeira, momento que precede a sessão de discurso e homenagem à Mulher de Abril 2026, que este ano distingue a professora Maria Antónia. Após a homenagem, pelas 10h00, terá lugar um convívio comunitário.
Paralelamente, o município de Vila Nova da Barquinha terá também o seu programa oficial na mesma data, com o hastear da bandeira às 09h30, seguido de momento de poesia e música de intervenção, convidando toda a população a assinalar o aniversário da Revolução dos Cravos.
Para Mona Martins, mentora da iniciativa, este 25 de abril é mais do que uma data: “Há dias que não se marcam no calendário, acendem-se no peito”. O projeto encerra com o sentimento de que, ao reunir estas mulheres, a história deixa de ser um registo do passado para se tornar corpo, presença e futuro.

