epa03558329 Firefighters stand next to bodies covered by blankets and the bus that went off this morning and fell in a ravine in Serta district of Castelo Branco, central Portugal, 27 January 2013. At least 10 people died in the bus accident in eastern Portugal after the vehicle plunged down an embankment. The 33 other passengers on the coach bus were injured, six of them seriously, according to emergency responders. The bus was traveling north from the Castelo Branco region. Authorities are still investigating why it went off the road. EPA/PAULO NOVAIS

O Ministério Público pediu hoje em tribunal pena de prisão suspensa na sua execução para o condutor do autocarro de passageiros que em 2013 se despistou no IC8, na Sertã, acidente que causou a morte de 11 dos 44 passageiros.

Durante as alegações finais, que decorreram no Tribunal de Castelo Branco, a procuradora do Ministério Público (MP) pediu pena de prisão suspensa na sua execução para 11 crimes de homicídio e dois de ofensa à integridade física, todos por negligência.

O MP alegou a velocidade excessiva a que circulava o autocarro que, a par de um ressalto brusco, terão estado na origem do acidente.

“Era exigível que o condutor tivesse uma especial precaução na condução, o que não fez”, disse a procuradora do MP, realçando ainda que se tratava de um condutor profissional e experiente.

A procuradora sublinhou ainda que entre as 08:08, momento em que houve uma paragem do autocarro para que fosse prestada assistência médica a um passageiro que se sentiu mal, e as 09:12, “o autocarro percorreu 26 quilómetros, em 14 minutos, o que significa que foi feito a 112 quilómetros por hora”.

O MP alegou ainda que até às 08:08, a média feita pela viatura “era superior a 123 quilómetros por hora”.

Já a defesa do condutor assumiu que este tem responsabilidades, mas que não devia estar sozinho no tribunal.

“A parte mais fraca é a que está aqui, quando deviam estar outros”, afirmou.

O advogado de defesa sustentou “a culpa tem que ser fortemente atenuada”, caso o condutor seja responsabilizado.

E adiantou que existiu um conjunto de circunstâncias como as condições meteorológicas, a sinalização e o estado da via que contribuíram para o acidente.

Em relação à velocidade e a outras questões técnicas, a defesa sublinhou que não foram bem fundamentadas em tribunal e referiu os diferentes relatórios da GNR, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da ROSETE (Centro de Peritagem Tacográfico), que dizem coisas diferentes.

A leitura da sentença ficou marcada para o dia 10 de novembro, às 09:30.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *