Manuela Dias, 64 anos, com formação em sociologia, é a candidata do Movimento P’la Nossa Terra à Câmara de Torres Novas nas eleições autárquicas deste ano, elegendo uma “boa gestão” e a “qualidade de vida” como prioridades. A candidata a presidente da Assembleia Municipal é Margarida Figueira, sendo António Rodrigues o mandatário de campanha. O Movimento apresentou os candidatos a seis das 10 freguesias do concelho e anunciou alguns dos eixos prioritários do programa eleitoral.
“Não estou aqui para prometer o impossível, mas para trabalhar incansavelmente (…) para que o nosso concelho prospere e seja um exemplo de boa gestão e qualidade de vida”, disse Manuela Dias, citada em comunicado. A candidata à presidência da Câmara Municipal de Torres Novas assegurou ainda o compromisso de uma “gestão transparente e responsável”, onde “cada euro da Câmara será aplicado com rigor”, e em que “todas as decisões serão claras e acessíveis” aos munícipes.
No dia 8 de julho, decorreu a apresentação dos candidatos a seis das 10 freguesias e União de Freguesias pelo Movimento P’la Nossa Terra, na Alcaidaria do Castelo de Torres Novas, numa sessão em que usaram da palavra as candidatas à Câmara e à Assembleia Municipal e apontaram a alguns dos eixos prioritários.

Candidatos às freguesias:
União de Freguesias (UF) de Santa Maria, Salvador e Santiago – Celeste Oliveira, UF de São Pedro, Lapas e Ribeira Branca – Carla Aguiar, Zibreira – Jorge Rosa, Meia Via – Pedro Freire, UF de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel – Ricardo Silva, e Riachos – Teresa Tapadas.
Ao Movimento P´la Nossa Terra, que vai apoiar uma lista independente em Assentiz, falta apenas apresentar os candidatos à freguesia de Chancelaria, UF de Olaia e Paço, e à freguesia de Pedrógão.

Em comunicado, o Movimento P´la Nossa Terra já havia anunciado os seus cabeças de lista para a Câmara e a Assembleia Municipal, sendo Margarida Figueira a candidata a este órgão. A candidata à Câmara Municipal, Manuela Dias, tem 64 anos, é casada, com formação superior em Sociologia, e desempenha atualmente funções de Técnica Especialista da MEO de Torres Novas. Na apresentação dos candidatos às freguesias transmitiu algumas das linhas de força e de motivação para a participação no ato eleitoral.
“Que fique muito claro que eu e os meus colegas, quer os da lista para a Câmara Municipal, quer os demais da Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, temos a noção exacta da disputa política que nos espera. Mas também é bom que fique claro que partimos para ela com a séria convicção de que é mesmo para ganhar. Costuma ser usual e até banal dizer-se em contexto eleitoral que algo precisa a mudança. Pois, mas nunca na nossa terra foi tão evidente essa expressão, essa necessidade. O concelho de Torres Novas bateu no fundo, quer ao nível funcional do Município, quer ao nível da percepção da sua credibilidade regional e nacional, que tem feito com que deixássemos de ser opção para o investimento privado e até público. “Sim, Torres Novas parou no tempo no que concerne ao investimento privado e consequente criação de postos de trabalho”, afirmou Manuela Dias, tendo de seguida a apontado a alguma das prioridades eleitorais.
“Sabemos o que queremos para o nosso concelho, como sabemos o que nos espera naquela casa que são os Paços do Concelho. Desde logo urge que o departamento do Urbanismo regresse ao conjunto do todo que são os serviços funcionais do Município de Torres Novas e lá, se possa articular, quer com o poder político, quer com as demais divisões de serviços municipais. Não pode nem deve continuar isolado como agora está”, declarou, tendo defendido como “necessária uma renovação profunda da metodologia de trabalho” e, também, “ao nível de técnicos”.
A candidata do movimento defendeu ainda “um investimento significativo” na habitação, tendo afirmado que “Torres Novas precisa de mais e melhores soluções” nesse setor. “Esta realidade e a criação de postos de trabalhos são, sem dúvida, os elementos determinantes para a fixação da nossa população”, declarou.
Tendo indicado que o programa de acção “já está feito e por todos nós debatido” e que o mesmo será apresentado em princípios de setembro, Manuela Dias apontou a mais dois aspectos “fundamentais” do programa: “o centro histórico da cidade e a nossa acção política na vila e nas nossas aldeias”, tendo afirmado que a cidade de Torres Novas ~”é hoje uma urbe moribunda, abandonada, escura e sem dinâmica social”.

“Da envolvência do nosso castelo, descendo às Praças 5 de Outubro, Praça dos Claras e Praça do Peixe, incluindo as ruas envolventes, temos planeados programas de acção permanentes de quinta a domingo, para que a nossa terra volte a ser o que já foi há 15 anos. Temos de devolver a luz, o convívio e a alegria ao coração de Torres Novas”, afirmou, tendo referido que o centro histórico “tem que voltar a ser dinâmico”.
A candidata apontou ainda a projetos para as aldeias do concelho e para a vila de Riachos, com o objetivo de “melhorarmos a vida dos nossos concidadãos”, declarou. “Desde logo, daremos vantagens e apoios para todo o tipo de licenciamentos que dependam da Câmara, quer para a construção quer para actividades sociais e lúdicas; os TUT verão reformuladas todas as suas linhas ou rotas de acção, de forma a uma efectiva abrangência de todo o concelho e, obviamente, para que todas as pessoas possam viajar a custo zero. Criaremos a Rota das Freguesias. Esta ideia propõe uma abordagem próxima, participativa e descentralizada, onde cada freguesia é valorizada como peça essencial no desenvolvimento do concelho”.
Esta iniciativa, acrescentou, “visa escutar directamente os cidadãos e suas colectividades, conhecer de perto os desafios locais e apresentar soluções concretas, construídas com base no diálogo e na presença activa no território. Temos ideias objectivas e realistas para a promoção das histórias locais de cada aldeia e, muito em especial, dos seus produtos e tradições gastronómicas”, declarou, tendo referido que tudo será detalhado aquando da apresentação do programa de trabalho.
“Vem aí uma campanha dura e trabalhosa. Mas vamos enfrentá-la com a força da nossa vontade. Quem me conhece sabe que sou uma mulher de trabalho e coragem, como de resto o é também a minha querida amiga Margarida Figueira, candidata a Presidente da Assembleia Municipal. Sim, nós as duas é que faremos a mudança; a verdadeira mudança de que precisa todo o concelho de Torres Novas. Por fim, uma palavra de apoio e de confiança a todos os nossos cabeças de lista para as Juntas de Freguesia e seus restantes membros da equipa. Até aqui, temos sabido trabalhar em conjunto e assim continuaremos a fazer, até completarmos todo o nosso processo eleitoral. Tudo isto porque queremos ganhar: queremos fazer história”, concluiu.

Margarida Figueira concorre à presidência da Assembleia Municipal
A candidata a presidente da Assembleia Municipal de Torres Novas, Margarida Figueira, tem 49 anos, é formada em Economia na vertente Gestão de Empresas e exerce atualmente funções de Técnica de Canais Digitais no Grupo Montepio.
O mandatário de campanha é António Rodrigues, que concorreu em 2021 como cabeça de lista pelo Movimento P´la Nossa Terra.




“É com o coração cheio de orgulho e um profundo sentido de responsabilidade que me apresento como candidata à Câmara Municipal do nosso querido concelho de Torres Novas. Nasci e cresci aqui, nas ruas que todos conhecemos, entre as nossas gentes, e é por amor a esta terra que dou este passo”, declarou a cabeça de lista do movimento independente, aquando do anúncio público da candidatura.
Sublinhando que a sua candidatura “não é apenas uma lista de promessas”, antes “um compromisso genuíno”, Manuela Dias afirmou conhecer os “desafios” que o município enfrenta, mas também o “potencial” e a “força da comunidade” de Torres Novas.
“Quero uma Câmara Municipal de portas abertas, onde a vossa voz seja sempre ouvida e valorizada. Acredito que, juntos, com trabalho sério e transparência, podemos construir o concelho que todos merecemos”, acrescentou.
No comunicado, o Movimento P´la Nossa Terra indica ainda que, “oportunamente”, será apresentada a “síntese estruturante do Programa de Candidatura, com alusão aos principais objetivos” para o desenvolvimento do concelho.

Nas eleições autárquicas de 2021, o PS conquistou 45,2% dos votos em Torres Novas, elegendo cinco dos sete elementos do executivo municipal. A coligação PSD/CDS-PP (16,9%) elegeu um vereador, tal como o Movimento P’la Nossa Terra (16,5%), num concelho que tinha então 30.795 eleitores inscritos.
O atual presidente do município, Pedro Ferreira, está a cumprir o seu terceiro e último mandato, tendo o PS anunciado que o advogado José Trincão Marques, 58 anos, será o seu candidato à Câmara de Torres Novas.
Além do PS e do Movimento P´la Nossa Terra, também o Chega, CDU e PSD já anunciaram os seus candidatos à presidência da Câmara Municipal de Torres Novas.
O empresário José Carola, 73 anos, concorre pelo Chega, com Júlio Costa, artista visual e doutorando em História da Arte, de 35 anos, a ser o candidato da CDU. Já o PSD anunciou o empresário Tiago Ferreira, 48 anos, como cabeça de lista, em coligação com o CDS-PP.
As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.
