Mostra de Teatro do Grupo Palha de Abrantes assinala 16ª edição. Foto arquivo: GTPA

A 16ª Mostra de Teatro de Abrantes, organização do Grupo de Teatro Palha de Abrantes (GTPA) fecha esta sábado, já com lotação esgotada. A sede do GTPA, na antiga Escola Primária n.º 1 de Abrantes – Quinchosos, recebe o espetáculo “Tarimba – Quando o passado regressa”, uma peça intensa que explora o peso das memórias, do orgulho e das feridas que o tempo não apaga.

Com texto de Afonso Nilson, interpretação de Maria Fonseca e Beatriz Horta e direção artística de Sandra Gaspar, “Tarimba” é um drama para duas atrizes que mergulha no amor perdido e nas emoções humanas mais profundas.

Entre risos e silêncios, a peça convida o público a refletir sobre tudo o que ficou por dizer — numa noite de teatro para sentir de perto a força da palavra e do silêncio. O autor do texto, que é também ator e encenador, concedeu autorização especial para que a obra pudesse ser apresentada em Portugal, encerrando assim a edição deste ano do GTPA.

Na sede do grupo, na antiga escola dos Quinchosos, perante casa cheia, a mostra arrancou no dia 27 de setembro com a peça “A Última Noite na Pensão do Monte”, encenada pelo Teatro Amador de Sandim.

No sábado, dia 4 de outubro, a Oficina de Teatro de Alvaiázere subiu ao palco com a apresentação de seis peças curtas que, reunidas, dão origem ao projeto intitulado “Bem Podem Esperar Sentados”, seguido de “Michelin“, peça de teatro levada à cena pelo grupo de teatro anfitrião.

A mostra decorre na sede do grupo de teatro, na antiga escola primária dos Quinchosos, no centro histórico de Abrantes, sempre às 21h30. Para garantir lugar deve ser feita reserva antecipada, através das redes sociais do GTPA, do email: gtpalhadeabrantes@gmail.com ou pelo telefone 910336422.

A Mostra de Teatro de Abrantes teve origem em 2005, assinalando a 16ª edição dentro dos cerca de 27 anos de existência deste grupo de teatro, que iniciou a sua atividade em 1998 sob orientação das professoras Helena Bandos e Maria Rosa Garcia.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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