Foto: rtp.pt

Não morro de amor pela França. Em bom rigor devo corrigir, porque não morro de amor pelos franceses… e na verdade o país não tem culpa das características dos seus habitantes.

Formei esta opinião há mais de 20 anos quando tive oportunidade de privar com franceses no seu país. Nesses tempos, provavelmente por influência daquilo que aprendíamos na escola, achava que os alemães eram o povo mais xenófobo da Europa. O contacto com aqueles franceses em solo francês mudou a minha opinião. A sua altivez, a sua prepotência, o seu complexo de superioridade e o seu discurso sempre de cima para baixo foram decisivos. Poderão dizer-me que privei com os franceses errados e eu até aceitaria esse argumento se o que se passou há dois anos no decorrer do Europeu de futebol organizado pela França não tivesse confirmado o que já havia constatado pessoalmente num dos últimos anos do século passado.

Mas precisamente por não morrer de amor pelos franceses e por conhecer o porquê dessa “alergia”, não quero cometer os mesmos erros, formando opiniões de forma injusta, incoerente, hipócrita e prepotente.

O gozo que circula nas redes sociais relativamente à origem dos jogadores da seleção francesa demonstra uma tremenda desonestidade intelectual e um profundo desconhecimento histórico em relação ao país e ao mundo.

Para o bem ou para o mal, com erros ou sem eles, a França foi um país colonialista e este facto está na origem do seu mosaico multicultural e multirracial. Dizer que a vitória da França é a vitória de um país africano, poderia fazer sentido se não se usasse esse argumento de forma pejorativa e tendo como única finalidade minimizar a vitória dos franceses.

Em boa verdade, usar esse argumento legitima que se diga o mesmo em relação ao vencedor do último europeu… e, colocando assim as coisas em perspetiva, a vontade de rir provavelmente deixará de ser a mesma.

Este é também um sinal dos tempos. O uso da crítica sem rigor, sem lógica, sem coerência e sem confirmação de dados. Uma crítica fácil, maldosa e sem reflexão. Uma crítica rápida e baseada em fontes duvidosas. O reflexo de muitas coisas. Acima de tudo, o resultado da falta de estímulos ao pensamento.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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