Os moradores da aldeia de Barrada, na União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, (Abrantes), lançaram um abaixo-assinado onde solicitam ao município restrições à circulação de veículos pesados, com mais de 5 toneladas, dentro da povoação. A iniciativa surge na sequência das preocupações com o impacto do tráfego de camiões de grande porte, que têm utilizado frequentemente as ruas do interior da localidade.
De acordo com os habitantes, em nota enviada ao nosso jornal pelo primeiro subscritor da petição, Manuel Vitória, tem-se registado um aumento “significativo” da passagem de veículos de transporte internacional, oriundos de localidades como Bemposta e Ponte de Sor. Os moradores apontam como uma das principais causas desse fluxo o uso de aplicações de navegação por satélite, que sugerem a travessia da Barrada como o trajeto mais curto entre determinados pontos da região.
Para os signatários, o tráfego constante destes veículos está a provocar consequências negativas no quotidiano da população, sublinhando a insegurança nas vias estreitas, danos estruturais nos pavimentos e nas habitações, bem como perturbações ao descanso dos moradores, já que a circulação ocorre a “qualquer hora do dia e da noite”.
Os residentes exigem à Câmara Municipal de Abrantes a implementação de duas medidas: a proibição do trânsito de veículos pesados no interior da povoação, excetuando serviços essenciais; e a requalificação de um troço alternativo com cerca de um quilómetro, entre a estrada do cemitério e a M518, junto à Central de Resíduos da Valnor.
A via, atualmente em terra batida, é considerada pelos signatários uma solução técnica exequível para desviar o tráfego pesado do núcleo habitacional.
O documento, entregue às autoridades locais, expressa a esperança de uma resposta rápida por parte da autarquia. Os moradores sublinham que a situação tem um impacto direto na qualidade de vida e segurança da comunidade, apelando a uma intervenção que considerem justa e eficaz.
“Os moradores esperam uma resposta célere por parte das autoridades, sublinhando que esta situação afeta diretamente a qualidade de vida, segurança e bem-estar de toda a população da Barrada”, pode ler-se no documento.
