ACES Médio Tejo regista primeiro caso confirmado de infeção em Abrantes. Foto ilustrativa: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou o primeiro caso confirmado de infeção por Monkepox em Abrantes, relativo a um homem que tem estado em isolamento e na fase final de estadio da doença, informou hoje a Unidade de Saúde Pública (USP). Dois casos suspeitos acabaram por não se confirmar.

“Temos um único caso confirmado neste ACES, é num homem, em Abrantes, e que está a cumprir o período de isolamento em casa e já na fase final de estadio da doença. Tivemos ainda dois caso suspeitos em estudo, de Monkeypox, em indivíduos do sexo masculino, mas que acabaram por não se confirmar ”, disse ao mediotejo.net Maria dos Anjos Esperança, da USP do Agrupamento de Centros de Saúde Médio Tejo.

Mais oito casos de Monkeypox foram confirmados nas últimas 24 horas em Portugal, elevando para 373 o número de infeções no nosso país, segundo um novo balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

A maioria dos casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, refere a DGS numa nota publicada no ‘site’.

Segundo a autoridade de saúde, os casos identificados e confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas já existem casos nas restantes regiões (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).

A Direção-Geral da Saúde recorda que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

As lesões cutâneas geralmente começam entre um a três dias após o início da febre e podem ser planas ou ligeiramente elevadas, com líquido claro ou amarelado, e acabam por ulcerar e formar crostas que mais tarde secam e caem.

O número de lesões numa pessoa pode variar, tendem a aparecer na cara, mas podem alastrar-se para o resto do corpo e mesmo atingir as palmas das mãos e plantas dos pés. Também podem ser encontradas na boca, órgãos genitais e olhos.

Estes sinais e sintomas geralmente duram entre duas a quatro semanas e desaparecem por si só, sem tratamento.

A DGS aconselha à pessoa que tenha sintomas que possam ser causados por vírus Monkeypox para procurar os cuidados de saúde. “Além disso, caso tenha tido contacto próximo com alguém com a infeção ou suspeita de infeção, informe os profissionais de saúde”, refere num documento sobre a doença publicado no ‘site’.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

c/LUSA

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa “apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas”, período que poderá ultrapassar quatro semanas. Foto: DR

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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