O ministro do Ambiente afirmou no sábado que, neste momento, não há nenhum problema de poluição no rio Tejo, e adiantou que já estão a ser revistas dez das 40 licenças que serão reequacionadas.
“Neste momento não há nenhum problema de poluição no rio Tejo. O rio recuperou muito rapidamente a partir do momento em que decretámos a redução da quantidade de efluentes que a Celtejo podia emitir”, afirmou o ministro João Pedro Matos Fernandes.
O governante falava à margem de uma iniciativa solidária promovida pela Confagri – UGT, sob o lema “Valorizar o Interior – Promover o Investimento e o Emprego”, em Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria.
“Estamos a rever para já, dez das 40 licenças que queremos rever, onde estão as celuloses, estações de tratamento de águas residuais urbanas (…), e não temos a mais pequena duvida de que, com o sistema de acompanhamento que temos, e com a adaptação das licenças de rejeição, aquela que é a capacidade do rio em cada momento, a primeira batalha esta ganha” frisou.
O ministro do Ambiente adiantou ainda que acredita que a “guerra” à poluição vai ser ganha com o apoio e a solidariedade de todos.
Matos Fernandes disse também que, dos 30 mil metros cúbicos de sedimentos que são necessários retirar da albufeira de Fratel, é urgente retirar 16 mil metros cúbicos.
“Já conhecemos as análises desses sedimentos. Sabemos que não estamos na presença de resíduos, são sedimentos. Essa é uma operação de grande envergadura”, disse.
João Pedro Matos Fernandes sublinhou que todo o processo já está em marcha: “Estamos à espera que os equipamentos cheguem. Estamos a monitorizar todos os sedimentos que estão no fundo do rio [Tejo]. Sei que a operação, quando começar, não durará mais do que um mês”, explicou.

Não há poluição no tejo? Ora essa. Então o que tem passado no Nabão, no Almonda e no Alviela, para além de tudo o resto que vem de espanha, que vem das etars que aproveitam para largar as “caldeiradas”, isso não é poluição? Ah, pois… Como há muita água, isso não se nota… tanto, mas ela está lá. E no que respeita a sedimentos, se um dia forem limpar o leito do Alviela e mesmo depois da sua faoz no Tejo, vão encontrar toneladas de crómo que não se degradam mas interferem perigosamente na cadeia alimentar. Disso ninguém se quer lembar porque estão depositadas, mas estão lá. Procurem-nas que as hão-de encontrar…