Ministro destacou em Santa Margarida as capacidades do Exército no final de um exercício militar internacional. Foto: mediotejo.net

Nuno Melo disse que o Governo está “a trabalhar muito intensamente num pacote legislativo” a ser apresentado “em breve, e que “dará resposta” aos desafios prioritários como a modernização de equipamentos, a capacidade de atração e a retenção de recursos humanos.

Sem precisar de que forma serão concretizados, Nuno Melo elencou que as prioridades são a “dignificação das Forças Armadas (FA), a necessidade de dar melhores condições no que tem a ver com o recrutamento e a retenção dos militares nas FA, e também os antigos combatentes”.

Ministro diz que está a preparar “pacote legislativo” para responder a prioridades nas FA. Foto: mediotejo.net
Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional

O ministro da Defesa Nacional (MDN) esteve na quarta-feira no Campo Militar de Santa Margarida, no concelho de Constância, para assistir ao exercício final com fogos reais do Orion 24, que envolve desde 29 de abril mais de 1.400 militares oriundos de quatro países da NATO, sendo o maior exercício anual conduzido pelo Exército português.

Lembrando que foi ali, no Campo Militar de Santa Margarida, que fez a sua “primeira semana de campo, enquanto cadete da Escola Prática de Cavalaria de Santarém”, Nuno Melo elogiou o grau de “prontidão e eficácia” do Exército Português, no final do exercício internacional Orion 24, apontando como essencial a interoperabilidade entre os países da NATO.

“A interoperabilidade não é importante, é essencial. Todo o processo legislativo nas instituições europeias e a estratégia desenhada num quadro NATO vai no sentido de investimentos que permitam essa interoperabilidade, dotando as Forças Armadas (FA) de muito maior eficácia, nomeadamente em caso de combate”, notou.

Nuno Melo sublinhou “a importância do treino e do exercício”, considerando que são fundamentais para a “garantia da eficácia e da prontidão do Exército, nomeadamente no âmbito do artigo 5º da NATO”, com 1400 militares envolvidos, de Portugal, Espanha, Roménia e Eslováquia.

Segundo destacou o governante, as Forças Armadas, “com aquilo que têm à disposição neste momento, são um exemplo extraordinário de eficácia e de prontidão”.

Questionado sobre as necessidades e prioridades identificadas nas FA e o que está a ser feito para as resolver, Nuno Melo disse ainda “não ser possível fazer num mês o que não foi feito em oito anos”.

O MDN foi ainda questionado se continua a defender o serviço militar como pena para pequenos delitos, tendo remetido declarações para a comissão parlamentar, onde foi ouvido ao final da tarde de quarta-feira.

“Eu consideraria um desrespeito contaminar o que hoje aqui acontece com questões que são laterais”, disse Nuno Melo, tento remetido explicações para a Assembleia da Republica, local que considerou ser o “sítio certo”.

O ministro da Defesa foi ouvido na Assembleia da República sobre as suas declarações acerca do serviço militar obrigatório como pena alternativa para jovens que cometam pequenos delitos, medida que, entretanto, Nuno Melo negou ter proposto.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *