Ministro da Administração Interna abriu ano letivo do IPT e aos 1.250 novos alunos. Foto: mediotejo.net

Durante aquele que considerou ser um ato solene “muito relevante para o IPT”, o presidente desta instituição, João Coroado, começou por dar as boas vindas aos mais de 1.250 novos estudantes que ingressaram no IPT este ano letivo, desejando-lhes os “maiores sucessos” no percurso que agora iniciam.

“Aproveitem a magia deste tempo para aprender, para crescer e para viver. A base da vossa vida profissional e pessoal é, porventura, alicerçada nas vivências que vão experimentar durante esta etapa”, acrescentou.

De acordo com o seu presidente, o IPT persegue diariamente “a excelência e o ensino de qualidade, assente na forte interação com a sociedade, na integração em projetos de investigação científica e na participação em atividades de desenvolvimento pessoal”.

Atualmente o número de alunos ascende aos 2.800, número que João Coroado afirma ser a maior de sempre desde a reforma do Processo de Bolonha, há mais de 15 anos.

Fotogaleria

Em declarações ao nosso jornal, João Coroado referiu que que os mais de 1.250 alunos que se matricularam pela primeira vez no IPT, e que perfazem um total de cerca de 2.800 estudantes, superaram “largamente” as expectativas e “vai na linha do que nós queremos alcançar, que são os 3.000 estudantes a fazer matrículas nesta instituição”.

Embora as contas ainda não estejam fechadas e os números definitivamente apurados, o presidente do IPT referiu ao mediotejo.net que os cursos ligados às artes e à gestão completaram “praticamente” as suas vagas nas três fases do concurso nacional de acesso.

ÁUDIO | João Coroado, presidente do IPT, em declarações ao mediotejo.net

Para além disso, existem ainda estudantes a chegar ao IPT através de outras fases, nomeadamente para maiores de 23 e estudantes internacionais. “O que eu lhe posso adiantar é que temos os cursos muitíssimo bem aconchegados em termos de alunos. Muitos deles não estão completos, mas isso é um problema nacional, como são as engenharias, mas temos na generalidade mais de 20 estudantes, creio eu, nesses cursos menos procurados durante as fases nacionais”.

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, marcou presença na cerimónia solene tendo começado por saudar os estudantes que ingressaram no IPT e que marcaram presença na sessão que decorreu durante a tarde de quarta-feira.

Fotogaleria

Sublinhou ainda a importância que o Instituto “dá para os denominados territórios inteligentes”, territórios que fazem uso do saber e conhecimento produzidos na academia e o aplicam no seu quotidiano, fortalecendo as regiões e promovendo um “desenvolvimento económico, social e territorial”.

Durante a sua intervenção falou de um instituto que tem “um nome” e um “prestígio no país” pelo contributo que dá para o conhecimento nacional, mas também pela forma como se articula com a realidade económica, social e institucional da região.

ÁUDIO | Luís Carneiro, ministro da Administração Interna

“Porque estamos numa circunstância muito especial e significativa para a comunidade académica, deste prestigiado instituto, impõe-se reconhecer a importância das instituições locais, regionais e nacionais, muito particularmente as instituições que aqui estão representadas das forças de segurança, da Proteção Civil e das Forças Armadas, que têm mantido uma relação muito profícua com este instituto politécnico”, afirmou.

José Luís Carneiro sublinhou aquele que considerou ser “um dos melhores exemplos, nomeadamente o mestrado em Proteção Civil, numa parceria com a Escola Nacional de Bombeiros e o TESP em Segurança e Proteção Civil.

“Duas excelentes manifestações do papel que as instituições de ensino superior podem ter na realização da sua missão em servir a comunidade, na capacitação e desenvolvimento de competências técnicas, numa área que cada vez mais exige saber especializado, e na criação de uma cultura de segurança, que resulta da própria natureza das matérias ministradas”, considerou.

Fotogaleria

O governante salientou ainda a necessidade do desenvolvimento de “uma cultura de segurança transversal às instituições”, mas também de uma cultura que “seja transversal aos cidadãos”.

“De facto, uma cidadania completa, uma cidadania exigente, comprometida com o dever coletivo e os valores da república e da constituição, é uma cidadania que tem de integrar uma cultura preventiva quer no plano da segurança estrutural, quer no plano da segurança protetiva”, defendeu Luís Carneiro.

Durante a sessão, aos presentes, João Coroado salientou a importância do “enraizamento da função de Ensino Superior” que, em articulação com os outros parceiros sociais, “permitem-nos participar ativamente e criticamente nos processos de desenvolvimento da região, suportados na investigação e na inovação”.

Os desafios que atualmente se colocam ao Ensino Superior em Portugal e, consequentemente, ao IPT “são múltiplos e complexos”.

Num mundo em acelerada transformação “estamos obrigados a sistemáticas adaptações para enfrentar os grandes desafios societais. Cremos que é o conhecimento, a investigação científica e a inovação sustentável que nos irão permitir ultrapassar muitas das dificuldades, resultantes do elevado impacto destes desafios, com efeitos e intensidades diferentes sobre o nosso país e particularmente sobre a nossa região”.

João Coroado falou ainda numa “visão muito clara” quanto à missão do IPT, que procura fazer a diferença na vida dos estudantes e do território onde se insere e influencia.

“As instituições do Ensino Superior são fatores de qualificação dos territórios e que a territorialização de uma instituição de Ensino Superior é condição para a produção de infraestruturas de conhecimento, de inovação, de influência no desenvolvimento, de estruturação do contexto regional, entre outros mecanismos de interação territorial”.

No entanto, para realizar o seu papel enquanto instrumento regional, o presidente reforçou a necessidade de um conjunto de fatores que passam por uma rede de transportes “eficientes e gratuitos”, bolsas de “mitigação dos custo de deslocalização e estadia”, projetos de apoio social para diminuir o abandono e o insucesso escolar e a mitigação dos índices de envelhecimento através da fixação de jovens no território.

João Coroado, presidente do IPT. Foto: mediotejo.net

O presidente do IPT deu nota da submissão de duas novas licenciaturas. Uma no domínio da Proteção Civil e Risco, em associação com o Instituto Politécnico da Guarda, e outra no domínio da Solicitadoria, em associação com o Instituto Politécnico de Santarém. O IPT vai ainda disponibilizar novas formações de curta duração, no âmbito dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e de microcredenciações que “completam a oferta orientada para a formação ao longo da vida”.

Segundo explicou ao nosso jornal, as licenciaturas serão candidatadas a registo e terão de passar na agência de acreditação A3ES. “Nós esperamos que para o ano ou daqui a dois anos, tudo depende depois da demora do processo, não depende só de nós”.

ÁUDIO | João Coroado, presidente do IPT

João Coroado fez ainda saber que o IPT reúne as condições para ser uma Universidade Politécnica que “cumpre a responsabilidade de investigação e desenvolvimento científico” e que passa a outorgar todos os graus académicos, em que se inclui o doutoramento.

“O alcance dos Politécnicos passarem a Universidades Politécnicas e a possibilidade de estes outorgarem doutoramentos reflete-se na credibilidade, principalmente, na visibilidade e na eliminação do estigma que muitas vezes ainda se assiste na retórica de quem tem responsabilidades, referindo-se a todas as instituições de ensino superior como Universidade, esquecendo-se que em Portugal existe um sistema binário, muito importante e complementar nas suas missões para o desenvolvimento do País e das Regiões”, vincou.

Após um momento musical, proporcionado pela Filarmónica Gualdim Pais, a cerimónia encerrou com a entrega de uma homenagem aos colaboradores com 25 anos de serviço ao Instituto Politécnico de Tomar.

Fotogaleria

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

Deixe um comentário

Leave a Reply