Foto: CIMT

Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião, a governante afirmou ter “escutado com muito interesse” cada um dos autarcas presentes, que tiveram a oportunidade de “dar a conhecer as necessidades e as expectativas de cada território em particular”.

Dalila Rodrigues foi acompanhada pelo diretor da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Luís Filipe Santos, tendo sublinhado que as políticas culturais do atual Governo consistem em “agir em todo o país” e “auscultar para construir através do diálogo”. Sobre a CIMT, que integra 11 municípios, a governante destaca que esta oferece uma grande “riqueza cultural”.

Dalila Rodrigues, ministra da Cultura. Foto: mediotejo.net

“Esta CIM (…) oferece, do ponto de vista cultural, uma tal diversidade e concentra uma tal riqueza, que vir a estes territórios, e à CIM Médio Tejo em particular, é desde logo, uma grande aprendizagem para qualquer governante”.

“Reconhecer a qualidade e o potencial cultural destes territórios, implica também, naturalmente, ter políticas de colaboração e de incentivo”, declarou a Ministra da Cultura.

ÁUDIO | Dalila Rodrigues, ministra da Cultura

A governante com a pasta da cultura destacou ainda a aposta no “funcionamento das bibliotecas” e que estas devem ser “desenvolvidas como unidades culturais do território”. Para Dalila Rodrigues, que presidiu na parte da tarde à inauguração da nova biblioteca de Sardoal, há ainda “muito trabalho a fazer”.

No entanto, declarou que a sua presença em Sardoal, “significa aprender, ter uma política cultural que reconhece, na verdade, a diversidade cultural e que tem que resultar a partir de uma parceria entre o ministério da Cultura e os senhores presidentes dos municípios”.

Questionada sobre a possível reintegração da Biblioteca Municipal de Vila Nova da Barquinha na Rede Nacional de Bibliotecas, a governante afirmou ser “sem dúvida, uma grande preocupação” e uma das questões levantadas durante a reunião pelo autarca deste concelho, Fernando Freire.

“Devo dizer que o senhor diretor-geral da DGLAB – Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas me acompanhou e, portanto, desde já, esta primeira reunião vai ter sequência agora da parte da tarde, já num âmbito mais técnico. O senhor presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha vai ter já a oportunidade de colocar, em concreto, as necessidades que vão resultar certamente na integração desta Biblioteca na Rede de Bibliotecas do Médio Tejo, desta fantástica CIM”, referiu Dalila Rodrigues.

Recorde-se que devido à exclusão de Vila Nova da Barquinha da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, os 11 municípios da CIM recusaram a implementação do novo serviço das bibliotecas públicas – BiblioLED.

Bibliotecas do Médio Tejo não aderem à BiblioLED em protesto por exclusão de Vila Nova da Barquinha. Foto: DR

“Por decisão dos seus municípios, a CIM do Médio Tejo não assinou o protocolo que visa a implementação do novo serviço das bibliotecas públicas – BiblioLED (serviço de empréstimo gratuito de livros digitais e audiolivros,) o qual é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e desenvolvido pela Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB)”, anunciou a CIM Médio Tejo, em janeiro de 2025.

Em comunicado, a CIM indicou que esta tomada de posição “prende-se com a discordância (…) com as conclusões do processo que culminou com a exclusão da biblioteca de Vila Nova da Barquinha da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, promovido pela DGLAB em 2019, e que, não obstante todas as iniciativas do município e da CIM, ainda não foi possível reverter”.

A CIM Médio Tejo considera esta exclusão “injusta, face aos serviços que a biblioteca de Vila Nova da Barquinha oferece, na linha de todas as recomendações e princípios defendidos, por exemplo, pelo Manifesto da IFLA-UNESCO, e adaptados ao seu próprio contexto local”.

ÁUDIO | A governante teve e oportunidade de debater com a CIMT a possível integração de V.N. da Barquinha na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Por outro lado, salienta, a exclusão é “desproporcional, uma vez que não se conhece qualquer procedimento de escrutínio semelhante no seio daquela rede nacional, e, sobretudo, absolutamente ineficaz, não produzindo outro efeito que não o aprofundamento das desigualdades entre serviços e níveis de equipamentos disponibilizados, contrário aos objetivos da rede nacional, e contrário à coesão territorial no Médio Tejo”.

Na nota informativa, a CIM salienta que, “até ao momento, a exclusão da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas já impediu que Vila Nova da Barquinha pudesse beneficiar dos diferentes projetos intermunicipais entretanto desenvolvidos”, quer “no âmbito do PADES (Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços)”, quer ao “projeto ‘Cidadania Informada e Ativa’, com aquisição de equipamentos e realização de ações de capacitação”, quer ainda “ao abrigo do PRR, na aquisição de computadores para postos públicos e desenvolvimento do catálogo coletivo das bibliotecas públicas do Médio Tejo”.

A CIM Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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1 Comment

  1. Não sei como é que está o processo, mas ontem tentei o registo novamente na Biblioled e já consegui. Já tenho utilizador e password e já consegui requisitar livros, das bibliotecas do Medio Tejo. Estou inscrito na Biblioteca de Abrantes.

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