Bibliotecas do Médio Tejo não aderem à BiblioLED em protesto por exclusão de Vila Nova da Barquinha. Foto: DR

Os 11 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo recusaram a implementação do novo serviço das bibliotecas públicas – BiblioLED, face à “exclusão de Vila Nova da Barquinha da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas”, foi hoje anunciado.

“Por decisão dos seus municípios, a CIM do Médio Tejo não assinou o protocolo que visa a implementação do novo serviço das bibliotecas públicas – BiblioLED (serviço de empréstimo gratuito de livros digitais e audiolivros,) o qual é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e desenvolvido pela Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB)”, anunciou a CIM Médio Tejo, com sede em Tomar (Santarém).

Em comunicado, a CIM indica que esta tomada de posição “prende-se com a discordância (…) com as conclusões do processo que culminou com a exclusão da biblioteca de Vila Nova da Barquinha da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, promovido pela DGLAB em 2019, e que, não obstante todas as iniciativas do município e da CIM, ainda não foi possível reverter”.

A CIM Médio Tejo considera esta exclusão “injusta, face aos serviços que a biblioteca de Vila Nova da Barquinha oferece, na linha de todas as recomendações e princípios defendidos, por exemplo, pelo Manifesto da IFLA-UNESCO, e adaptados ao seu próprio contexto local”.

Por outro lado, salienta, a exclusão é “desproporcional, uma vez que não se conhece qualquer procedimento de escrutínio semelhante no seio daquela rede nacional, e, sobretudo, absolutamente ineficaz, não produzindo outro efeito que não o aprofundamento das desigualdades entre serviços e níveis de equipamentos disponibilizados, contrário aos objetivos da rede nacional, e contrário à coesão territorial no Médio Tejo”.

Na mesma nota informativa, a CIM Médio Tejo salienta que, “até ao momento, a exclusão da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas já impediu que Vila Nova da Barquinha pudesse beneficiar dos diferentes projetos intermunicipais entretanto desenvolvidos”, quer “no âmbito do PADES (Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços)”, quer ao “projeto ‘Cidadania Informada e Ativa’, com aquisição de equipamentos e realização de ações de capacitação”, quer ainda “ao abrigo do PRR, na aquisição de computadores para postos públicos e desenvolvimento do catálogo coletivo das bibliotecas públicas do Médio Tejo”.

Reconhecendo o “mérito desta nova plataforma BiblioLED”, a CIM Médio Tejo conclui, no entanto, que “não pode aceitar associar-se a mais um projeto que volta a deixar de parte Vila Nova da Barquinha, a sua biblioteca e os seus munícipes”.

A CIM Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

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Agência de Notícias de Portugal

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1 Comment

  1. O protesto combinado por parte das Bibliotecas do Médio Tejo é compreensível por um lado, mas por outro não é porque todos os leitores que residem nessa região ficam a perder!
    Penso que essa questão se ultrapassa rapidamente fazendo uns telefonemas ou agendar uma reunião com os responsáveis por este projeto BiblioLED. Agradeço que ponderem e rapidamente integrem-se neste projeto de excelência!

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