Créditos: EMGFA

Uma força composta por 166 militares portugueses partiu esta quinta-feira, 27 de outubro, para a Roménia, país fronteiriço com a Ucrânia, no âmbito de uma missão NATO que pretende “contribuir para o esforço de dissuasão” da Aliança Atlântica no flanco sudeste. Composta por militares dos três ramos das Forças Armadas, muitos dos efetivos do Exército pertencem ao Campo Militar de Santa Margarida, em Constância.

De acordo com o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), esta será a 2.ª Força Nacional Destacada para a Roménia, composta por militares dos três ramos. À semelhança do que aconteceu em abril deste ano, estes militares partem ao abrigo da missão da NATO ‘Tailored Forward Presence’.

“A Força, composta por 166 militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea, será empenhada em missão no âmbito das “enhanced Vigilance Activities” da NATO, por forma a contribuir para o esforço de dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste”, lê-se numa nota enviada à imprensa.

Antes da partida, decorreu uma cerimónia no Regimento de Transportes, em Lisboa, presidida pelo secretário de Estado da Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira, contando igualmente com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, entre outras entidades.

No passado dia 23 de outubro, na cerimónia militar do Dia do Exército, em Santarém, a ministra da Defesa disse que seria enviada para a Roménia uma Companhia de Atiradores e de um destacamento de forças especiais, “parte das Atividades de Vigilância Reforçadas” da NATO.

Em 15 de abril deste ano, a 1.ª Força Nacional Destacada, composta por 222 militares portugueses partiu para a Roménia para participar nesta missão.

O plano das Forças Nacionais Destacadas para 2022 já previa o envio para a Roménia de um contingente de militares no segundo semestre do ano, tal como aconteceu em 2021, contudo, este calendário foi antecipado naquela altura, devido ao contexto de conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

No dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, o Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu de urgência e deu parecer favorável, por unanimidade, a propostas do Governo para a eventual participação de meios militares portugueses em forças de prontidão da NATO e previa a antecipação do envio de militares portugueses para a Roménia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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