Milhares de Paraquedistas de todo o país regressaram à casa mãe no Dia da Unidade. Foto: Exército

O Regimento de Paraquedistas assinalou na quinta-feira, dia 23 de maio, o Dia da Unidade e o seu 68º aniversário. A cerimónia oficial, presidida pelo Chefe de Estado Maior do Exército (CEME), general Mendes Ferrão, enquadrou a habitual reunião e convívio de antigos militares na zona adjacente à escola de tropas paraquedistas, no polígono militar de Tancos, Vila Nova da Barquinha, tendo sido anunciada a criação do “Centro Interpretativo das Tropas Paraquedistas”.

Cumprindo a tradição, passada de geração em geração, a “família paraquedista” rumou à casa que os viu nascer, tendo o Exercito apontado à presença de 10 mil pessoas em Tancos. “Foi um encontro de gerações de “boinas verdes”, acompanhados de familiares e de todos quantos se quiseram unir a este momento único, que materializa e reforça, todos os anos, o sentimento da mística e do orgulho de pertença a este corpo especial, lembrando e honrando a sua divisa ‘Que nunca por vencidos se conheçam’, indicou.

O programa do dia incluiu a habitual a cerimónia militar, uma demonstração de formação militar e de capacidades e meios, saltos em paraquedas, “cães de guerra” (cinotécnica), a par de visitas a exposições e ao Museu, além do tradicional almoço convívio.

Milhares de militares vindos de todos o país, unidos pelas boinas verdes e pelo lema “que nunca por vencidos se conheçam”, juntam-se todos os anos para assinalar a data, conviver, relembrar histórias e rever amigos.

Foto: mediotejo.net

As atividades oficiais começaram com o içar da bandeira nacional, ao que se seguiua homenagem aos mortos em combate e uma missa realizada na capela. Durante todo o dia, os camaradas de armas estiveram reunidos num ambiente único e demonstrativo da união e camaradagem desta força especial.

Comemorações do 68.º Aniversário das Tropas Paraquedistas e do Regimento de Paraquedistas

A cerimónia militar, integrada nas comemorações, foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão, tendo contado com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, e do antigo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Hernandez Jerónimo, entre outras entidades militares e civis.

O programa da cerimónia incluiu uma Homenagem aos Mortos, a imposição de condecorações e de brevets honoríficos, o desfile das Forças em Parada e das Associações Paraquedistas, culminando com demonstrações Aeroterrestre e Cinotécnica.

Na sua alocução, o Comandante do Exército enalteceu o sentimento de pertença e o espírito de camaradagem próprios das Tropas Paraquedistas, que, ao longo de sessenta e oito anos de existência, tanto as prestigiaram, nas mais variadas circunstâncias, em Portugal e, sobretudo, no contexto internacional.

Exército anuncia Centro Interpretativo das Tropas Paraquedistas

Enquadrado nas comemorações do 68.º aniversário das Tropas Paraquedistas e do Regimento de Paraquedistas, decorreu ainda uma cerimónia de assinatura do Protocolo de Colaboração entre o Exército Português, a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, o Pára-Clube Nacional “Os Boinas Verdes” e a União Portuguesa de Paraquedistas, com vista à preservação, valorização e divulgação do património das Tropas Paraquedistas.

Tendo por base o Museu das Tropas Paraquedistas, inaugurado há 34 anos, este protocolo tem como objeto a realização de um projeto de reprogramação e reorganização museológica da Coleção Visitável, denominado “Centro Interpretativo das Tropas Paraquedistas.

Este acontecimento, segundo o Exército, “traduz o empenho e o respeito pelo legado histórico, na preservação da memória coletiva dos homens e mulheres que, há várias gerações, servem e serviram a Nação, nas Tropas Paraquedistas e no Exército Português”.

Fotos de: Exército e Sargento-Mor Serrano Rosa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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