O Regimento de Paraquedistas assinalou no dia 23 de maio o Dia da Unidade e o seu 69º aniversário. A cerimónia oficial, presidida pelo Chefe de Estado Maior do Exército (CEME), general Mendes Ferrão, enquadra a habitual reunião e convívio de antigos militares na zona adjacente à escola de tropas pára-quedistas, no polígono militar de Tancos, Vila Nova da Barquinha.
Milhares de militares de todos o país, unidos pelas boinas verdes e pelo lema “que nunca por vencidos se conheçam”, juntam-se todos os anos para assinalar a data, conviver, relembrar histórias e rever amigos.
O programa incluiu a habitual cerimónia militar, demonstração de formação militar e de capacidades e meios, saltos em paraquedas, “cães de guerra” (cinotécnica), a par de visitas a exposições e ao Museu, além do tradicional almoço convívio entre militares, na reserva e no ativo, autarcas, amigos e familiares.




O Dia da Unidade levou à parada do Polígono Militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha, o espírito de corpo que distingue os Paraquedistas do Exército — um reencontro de “irmãos de armas”, unidos pelo sentimento, pela exigência do percurso e por uma divisa que é mais do que um lema: “Que nunca por vencidos se conheçam”.
O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), General Eduardo Mendes Ferrão, que presidiu ao Dia da Unidade, evocou o rigor, a coragem e a prontidão como marcas identitárias das Tropas Paraquedistas, exaltando o espírito que une gerações e que se espelha na moldura humana presente num dia sempre vivido de forma muito especial, tendo feito referência ao seu recente, e primeiro, salto em paraquedas.
“Há experiências que podem ser descritas com palavras, mas outras só se compreendem verdadeiramente são vividas. O salto tandem que tive recentemente o privilégio de realizar foi uma dessas raras experiências.
Não foi apenas um salto do céu para a terra: foi um mergulho na essência da vossa mística. É com essa memória viva que hoje aqui vos falo, e que me induz ainda maior admiração e respeito”, declarou.

“Comemorar o Dia dos Paraquedistas e o Dia do Regimento de Paraquedistas é muito mais do que assinalar uma efeméride. É celebrar um espírito, um modo de ser e de estar que resiste ao tempo e às circunstâncias, e que continua a forjar militares de exceção”, declarou ainda o General CEME.
“Um paraquedista é, e sempre será, um paraquedista, desde o mais jovem formando ao mais veterano combatente, e o Exército precisa da jovialidade e da experiência dos seus Paraquedistas. Precisa da vossa fibra, do vosso exemplo e da vossa presença, tanto na instrução e no treino, como nas operações, mas também na alma da Instituição Militar, referencial de cidadania e de respeito pelo próximo”, afirmou.
Na sua intervenção, Mendes Ferrão sublinhou ainda o Regimento como referência incontornável da capacidade aeroterrestre nacional, destacando as competências únicas ali existentes e o prestígio que projetam para o nome do Exército e de Portugal. A todos deixou uma certeza: “o Exército conhece, reconhece e conta com os seus Paraquedistas”.







As atividades oficiais começaram com o içar da bandeira nacional, ao que se seguiu a homenagem aos mortos em combate e uma missa realizada na capela. Todos os anos, no Dia da Unidade, os camaradas de armas reúnem-se num ambiente único e demonstrativo da união e camaradagem desta força especial.

E pena a nossa casa estar tão abandonada tenho pena dos nossos camaradas que até choram p por ver como está a sua casa ( nossa)