O cravo vermelho é o símbolo do 25 de Abril. Créditos: Pixabay

As Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 contam com programa especial em Mação, com diversas iniciativas, entre as quais a exposição Memórias de Abril bem como os “Livros Proibidos na Ditadura em Portugal, O 25 de Abril na Imprensa Local”, com inauguração a 6 de abril. A peça de teatro ‘Aurora’, de Inês Melo, será apresentada no dia 19 de abril.

A Galeria Carlos Saramago, no Centro Cultural Elvino Pereira, receberá a exposição a partir do dia 6 de abril, acolhendo vários documentos alusivos ao 25 de Abril de 1974, entre os quais os livros proibidos pelo Estado Novo.

A exposição intitula-se “Livros Proibidos na Ditadura em Portugal, O 25 de Abril na Imprensa Local” e será inaugurada dia 6 de abril, às 15h30.

Neste âmbito a autarquia renova o apelo à população para participar na recolha de documentos, pretendendo que esta mostra inclua “a memória de todos os maçaenses” e desafiando, por isso, a comunidade a partilhar com a Biblioteca Municipal (contactos: biblioteca@cm-macao.pt / 241 577 249) documentos, fotografias, registos que tenham marcado a data, cedendo os materiais a título de empréstimo para esta exposição.

Por outro lado, a 19 de abril, será apresentada a peça de teatro “Aurora”, um projeto de Inês Melo, concebido a partir de testemunhos reais de quem combateu a Ditadura, em especial o de Aurora Rodrigues.

O espetáculo estará em cena durante o dia para os alunos das escolas e, à noite, pelas 21h30, no Auditório do CC Elvino Pereira para toda a população.

“O projeto AURORA foi concebido numa linguagem crua e direta, partindo de testemunhos reais de presos políticos portugueses, de onde nasceu um texto e uma cenografia originais que aludem, literária e visualmente, às referências subversivas da década de 70, transportando a assistência para o imaginário da época”, pode ler-se sobre o projeto.

“Há coisas muito importantes que não vêm nos livros da Escola, mas que não devem ficar por contar. A história de Aurora Rodrigues na PIDE é uma delas”, releva-se.

“Uma estudante universitária é presa a 3 de maio de 1973. É levada para Caxias onde, com perversos requintes, é submetida a longos períodos de tortura, às mãos dos inspetores e agentes da PIDE/DGS. Aurora esteve dezasseis dias e dezasseis noites consecutivos, numa cela do Reduto Sul, sem dormir. Foi ostensivamente torturada, humilhada, espancada, agredida e massacrada por lutar contra a Ditadura e defender o fim da Guerra Colonial. Não falou. Agarrou-se às flores e ao seu direito de resistir. A voz era dela e a dignidade também, por muito que lha quisessem tirar”, pode ler-se na sinopse.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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