Empresas do Médio Tejo acumulam 70 milhões de prejuízos após depressão Kristin. Foto: Nersant

A Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém entregou na terça-feira, 7 de abril, ao Presidente da República, António José Seguro, um memorando sobre o impacto da depressão Kristin no tecido empresarial do Médio Tejo, durante um almoço institucional realizado em Mação.

O documento, entregue pelo presidente da associação, Rui Serrano, faz um ponto de situação das empresas da região dois meses após o fenómeno climático, com especial incidência nos concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar, considerados dos mais afetados.

Segundo a Nersant, embora a fase de emergência tenha sido ultrapassada, os efeitos económicos continuam a fazer-se sentir de forma expressiva na atividade das empresas, nomeadamente ao nível da produção, logística, encomendas, tesouraria e emprego.

Os prejuízos estão já estimados em cerca de 70 milhões de euros, afetando sobretudo micro, pequenas e médias empresas, muitas delas de cariz familiar.

“Desde o início, a associação empresarial tem desenvolvido um trabalho de proximidade com empresários, municípios, entidades públicas e Governo, prestando apoio técnico gratuito na análise das medidas disponíveis e na preparação de candidaturas aos instrumentos de apoio”, refere a Nersant, em comunicado.

Paralelamente, a associação empresarial tem promovido momentos de articulação institucional com parceiros públicos e privados, com vista à identificação das necessidades concretas das empresas e à apresentação de propostas que reforcem a recuperação económica da região.

Com a entrega do memorando, a associação sublinha a necessidade de “manter atenção continuada às consequências económicas” da depressão Kristin e de garantir que os mecanismos de apoio respondem de forma eficaz às necessidades reais das empresas afetadas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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