ULS Médio Tejo aponta fase de estabilização nas infeções respiratórias. Foto arquivo: mediotejo.net

No caso da maternidade, o CHMT indicou hoje a “necessidade de adaptar a capacidade de resposta do Serviço de Urgência de Ginecologia Obstetrícia devido a constrangimentos inesperados e inultrapassáveis”, estando “garantida” a assistência às grávidas e puérperas que já estão admitidas na instituição.

As grávidas da área de influência do CHMT que entrem em trabalho de parto deverão ligar para a linha SNS 24 (808 24 24 24) para saber qual o Serviço de Urgência da região para o qual se devem dirigir, no âmbito do plano “Nascer em Segurança” no SNS. Em caso de emergência, deverão ligar 112.

Nos termos do plano de contingência do CHMT, as parturientes emergentes que se dirijam à Maternidade de Abrantes por não terem conhecimento deste encerramento, serão “encaminhadas numa ambulância do CHMT, com acompanhamento de um enfermeiro especialista”, indica a mesma nota informativa.

Urgência Pediátrica fechada no Centro Hospitalar do Médio Tejo

 O Serviço de Urgência Pediátrica da Unidade de Torres Novas vai estar em situação de contingência planeada este fim de semana, entre as 9h00 de sábado, dia 30 de dezembro, e as 9h00 de segunda-feira, dia 1 de janeiro.

“O reforço do trabalho em rede com as equipas hospitalares da região e a coordenação estratégica e planeamento promovidos pela DE-SNS permite durante os curtos períodos de contingência, garantir uma estratégia adequada para assegurar à população previsibilidade, segurança e confiança, otimizando os recursos disponíveis”, indica o CHMT.

Antes de se deslocar a qualquer unidade hospitalar, deve sempre ligar SNS24 (808 24 24 24), uma linha telefónica gratuita de saúde pública, 24 horas disponível, onde profissionais de saúde estão prontos para ouvir, avaliar e encaminhar para a resposta mais adequada – seja o hospital, ou a consulta nos cuidados de saúde primários. Em caso de emergência ligue 112.

Cuidados intensivos de Abrantes com 90% de ocupação por infeções respiratórias

O Hospital de Abrantes, no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), atingiu hoje 90% da capacidade instalada de internamento em cuidados intensivos por doentes com infeções respiratórias, com os sintomas gripais a representarem 80% dos atendimentos nas urgências.

Carlos Lousada, diretor clínico e responsável pelo Serviço de Pneumologia do CHMT, entidade que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, disse à Lusa que a unidade hospitalar em Abrantes, onde está concentrada a Urgência Médico-Cirúrgica (UMC), tem hoje “10 doentes em cuidados intensivos com infeções respiratórios (ontem eram 11), para uma capacidade instalada de 12 camas”.

Cinco desses doentes estão “ventilados por insuficiência respiratória grave”.

Os doentes internados têm idades compreendidas entre os 42 e os 84 anos.

Com uma “média de 600 atendimentos diários” nas urgências das três unidades hospitalares na última semana, dos quais 150 em pediatria, o diretor clínico do CHMT disse estar “ao nível das urgências dos hospitais centrais na atividade assistencial”, sendo “80% dos atendimentos dos Serviços de Urgência (SU) por doença respiratória”.

A maioria dos cidadãos que recorre à urgência, cerca de 450, apresentam idades entre os 30 e os 94 anos.

Face ao panorama e à procura assistencial, o CHMT decidiu “reforçar equipas e camas de internamento”, no âmbito do plano de contingência à gripe, “para dar resposta ao pico de procura e para fazer face às próximas semanas”.

O centro hospitalar prevê que a atual situação se prolongue “até ao final de janeiro, com o pico na segunda quinzena de janeiro”, devido aos “grandes convívios sociais” da quadra festiva do natal e ano novo, tendo a instituição indicado os idosos e crianças como grupos de risco.

Com cinco serviços de urgência (SU), entre os quais duas urgências básicas, em Tomar e Torres Novas, a urgência pediátrica, em Torres Novas, e a maternidade e Unidade Médico Cirúrgica (UMC) em Abrantes, os SU do CHMT registam, no entanto, uma “prevalência de 60% de pulseiras verdes/azuis” nos doentes triados, ou seja, casos não urgentes, o que faz aumentar os tempos de espera.

Os tempos médios de espera na última semana para doentes urgentes (amarelos) nos hospitais do Médio Tejo têm sido de entre uma e três horas, enquanto os não urgentes (verdes e azuis) esperam entre sete e 12 horas.

Os doentes emergentes têm entrada imediata.

A triagem de Manchester, que permite avaliar o risco clínico do utente e atribuir um grau de prioridade, inclui cinco níveis: emergente (pulseira vermelha), muito urgente (laranja), urgente (amarelo), pouco urgente (verde) e não urgente (azul).

Nos casos de pulseira amarela, o primeiro atendimento não deve demorar mais de 60 minutos, e no caso da pulseira verde a recomendação é que não vá além de 120 minutos (duas horas).

O diretor Clínico do Centro Hospitalar Médio Tejo apelou à população que siga as recomendações da Direção Geral da Saúde (DGS) para as temperaturas frias e utilize a Linha Saúde 24 (808242424) antes de recorrer aos serviços de urgência.

“Não venham para as urgências com sintomas ligeiros”, apelou Carlos Lousada, tendo apontado à sobrecarga no serviço de urgência, já com uma “pressão muito grande”, e ao risco de contágio. “Quem tiver de recorrer às urgências deve usar sempre a máscara”, indicou.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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