Últimos dados revelam menos acidentes mas mais vítimas no distrito de Santarém. Foto: DR

Dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que na região do Médio Tejo, ao longo do ano 2017, houve um aumento do número de acidentes e também do número de vítimas, tanto feridos, como mortos. Aliás, os dados do ano passado, agora revelados,, são os mais graves e preocupantes dos últimos quatro anos, verificando-se um crescimento gradual do número de acidentes e do número de vítimas.

Dos 807 acidentes de viação com vítimas registados nos 13 municípios do Médio Tejo em 2017, resultaram 23 mortos e 1.077 feridos. O concelho com maior índice de sinistralidade é Ourém com 180 acidentes seguido de Tomar (129), Torres Novas (116) e Abrantes (111). Vila de Rei, Sardoal e Constância são os Municípios com menos acidentes, 12, 16 e 17, respetivamente.

É evidente que estes dados estatísticos têm uma relação direta com as vias de comunicação que atravessam os concelhos e o volume de tráfego que registam. Por isso não é de admirar que Ourém (atravessado pela A1 e IC9), Tomar (A23, A13 e IC9) e Torres Novas (A23 e A1) sejam os concelhos onde se regista maior número de acidentes e de vítimas.

Quanto a número de vítimas, Ourém lidera esta trágica tabela com 231 feridos e três mortos. Mas é Torres Novas que regista maior número de vítimas mortais, cinco. Sertã e Abrantes somam quatro mortos e Ourém e Tomar três cada.

Acidentes na região do Médio Tejo – 2017

  Total de acidentes Total de feridos Mortos
Abrantes 111 151 4
Alcanena 49 78 0
Constância 17 26 0
Entroncamento 40 48 0
Ferreira do Zêzere 34 41 1
Mação 28 38 2
Ourém 180 231 3
Sardoal 16 15 1
Sertã 52 84 4
Tomar 129 169 3
Torres Novas 116 153 5
Vila de Rei 12 17 0
Vila Nova da Barquinha 23 26 0
Total Médio Tejo 807 1 077 23

Fonte: INE

Acidentes de viação com vítimas

2014 2015 2016 2017
Médio Tejo 760 803 762 807

Fonte: INE

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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