Turismo do Centro conclui no Médio Tejo rede sinalética do Caminho de Santiagocom municípios de Barquinha, Tomar e Ferreira do Zêzere. Foto: Pérsio Basso/CM VNB

O Turismo do Centro concluiu hoje a renovação da sinalética do Caminho de Santiago no seu território, um investimento que visa uniformizar e reforçar a atratividade da Região ao nível do turismo religioso, patrimonial e edificado.

“A região Centro, e os cerca de 100 municípios que agrega, têm muito mais para oferecer do que o sol e a praia enquanto destino turístico, de igual ou maior valor para a marca Portugal, pelo que queremos destacar outros atributos da região como o turismo cultural, patrimonial e religioso”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, em Vila Nova da Barquinha, onde decorreu a assinatura de um protocolo que envolveu ainda os município de Tomar e Ferreira do Zêzere.

“Este ano, em particular, vai ser um ano muito forte para o turismo mariano, com Fátima a receber a visita do Santo Padre, mas temos ainda o turismo judaico, com a sinagoga de Tomar a ser uma das mais bem preservadas, e a complementaridade com o caminho português de Santiago, que hoje conclui o processo de sinalização para que possa cumprir a sua dimensão e envolvimento turístico, não só enquanto via para Santiago mas também enquanto via de Santiago para a região Centro”, destacou Pedro Machado.

Aquele responsável lembrou que o “potencial do mercado” para a região Centro é de cerca de 10 milhões de pessoas, incluindo a zona norte do país e as regiões espanholas mais próximas da fronteira, tendo feito notar a importância de “promover o património” e de “estruturar o produto” para gerar “mais valias para as comunidades”, ao nível do comércio, serviços, alojamentos, entre outros.

Atravessando doze municípios num total de cerca de 200 quilómetros, o Caminho de Santiago na região do Médio Tejo faz a ligação à região Centro e depois ao Norte, sendo percorrido anualmente por cerca de 40 mil peregrinos, dos quais 10% na região do Médio Tejo, segundo contas do presidente da Associação de Peregrinos Via Lusitana.

Em declarações à Lusa, José Luís Sanches disse que o Caminho “foi percorrido em 2016 por mais de 40 mil peregrinos”, número que “tem crescido à razão de 15% ao ano”, tendo feito notar que, com a instalação de 200 novos sinais hoje protocolados, a totalidade dos 200 quilómetros do Caminho “fica com marcações modernas, substituindo as placas artesanais existentes”.

Na cerimónia de hoje foi apresentada a marcação do Caminho e dos azulejos e setas com o símbolo (concha) com que as autarquias vão sinalizar esta rota dentro da área geográfica de cada concelho. Foto Pérsio Basso/CM VNB

Na cerimónia de hoje foi apresentada a marcação do Caminho e dos azulejos e setas com o símbolo (concha) com que as autarquias vão sinalizar esta rota dentro da área geográfica de cada concelho, “garantindo a uniformidade do mesmo, bem como apoiar os peregrinos, facilitando a sua orientação, deslocação e comodidade”.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do protocolo assinado entre a Turismo Centro de Portugal e a Associação de Peregrinos Via Lusitana, que visa a colocação de sinalética na totalidade do troço do Caminho de Santiago que atravessa a região Centro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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