A sub-região do Médio Tejo tem 11 Centros Tecnológicos Especializados (CTE) aprovados. Foto: DR

Em todo o país já foram aprovados 365 CTE’s, num investimento de 480 milhões de euros, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Médio Tejo tem 11 CTE aprovados.

Numa primeira fase foram aprovados 4 CTE’s no Médio Tejo, de um total de 12 candidaturas, nomeadamente no Agrupamento de Escolas de Alcanena, um de informática e outro industrial; no Agrupamento de Escolas Templários, em Tomar, de informática; e no Agrupamento de Escolas n.º1 de Abrantes um CTE em informática.

A 2ª fase teve 15 candidaturas com 4 aprovações no Médio Tejo, nomeadamente um industrial e um de energias renováveis na Escola Gustave Eifeel (Entroncamento), um de informática no Agrupamento de Escolas Gil Paes (Torres Novas) e ainda um industrial na Insignare (Ourém).

Através do lote residual (distribuição dos CTE restantes até aos 365 objetivo nacional), a região do Médio Tejo viu ainda aprovadas três candidaturas (por melhores pontuações totais na lista nacional), perfazendo um total de 11.

Na Associação Torrejana de Ensino Profissional, em Torres Novas, será instalado um CTE em informática, assim como no Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento e no Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, em Tomar.

Em Alcanena, com dois CTE, a execução pedagógica está a decorrer, enquanto em Abrantes o CTE de Informática aguarda ao parecer prévio do Tribunal de Contas. Foto: DR

No âmbito do PRR, foi assumida a meta final de 365 CTE até dezembro de 2025, existindo uma meta intermédia de 310 CTE até março do próximo ano. Tendo em conta os atrasos na execução, os membros do Governo das áreas da educação e da coesão territorial reuniram-se no mês de junho com as direções escolares e municípios de todo o país, com o objetivo de acelerar a execução dos fundos dos Centros Tecnológicos Especializados, evitando a perda de fundos do PRR.

O objetivo passa assim por aumentar a qualidade da formação profissional, reequipando os estabelecimentos de ensino com infraestruturas tecnológicas, bem como permitir a modernização da oferta formativa, “em linha com a evolução das necessidades da economia”.

Desta forma, o projeto procura reforçar o interesse dos alunos pelas formações de nível secundário de dupla certificação, em setores que requerem mão-de-obra muito qualificada e, desta forma, aumentar o número de jovens diplomados em novas áreas.

Execução pedagógica em Alcanena “está a decorrer bem” – Diretora

Em declarações ao nosso jornal, Ana Cláudia Cohen, diretora do Agrupamento de Escolas de Alcanena explicou que após a aprovação dos dois centros tecnológicos, um de informática e outro industrial, na primeira fase, o trabalho foi logo iniciado.

No entanto, à semelhança do que aconteceu um pouco por todo o país, o Agrupamento de Alcanena também se deparou com a “dificuldade dos nove meses de atraso por parte da tutela”. “Depois da disponibilização das verbas para nós podermos começar todos os procedimentos contratuais pusemos mãos à obra”, explicou.

Foto: CM Alcanena

“Mas logo quando tivemos a candidatura aprovada, a oferta educativa já foi condizente com os CTE’s. Neste momento já tenho cursos abertos dos dois CTE’s. Ou seja, toda aqui a execução pedagógica está a decorrer e está a correr bem. Agora estamos a finalizar as obras e penso que este ano letivo fica tudo a 100%, a execução física, também pedagógica e financeira”.

De acordo com Ana Cohen, os CTE são um “grande impulso para a qualidade do ensino profissional, que muitas vezes é equiparado e é visto como sendo de segunda escolha, mas não é”.

“Cada vez mais os alunos têm de ter uma resposta e também, como estes cursos foram todos consertados com Câmara e com o Médio Tejo, são cursos que têm saída na região. Penso que há aqui uma grande oportunidade para os jovens”, acrescenta.

Ana Cláudia Cohen, diretora do Agrupamento de Escolas de Alcanena. Foto: mediotejo.net
ÁUDIO | Ana Cohen, diretora do Agrupamento de Escolas de Alcanena

Atualmente, o Agrupamento de Escolas de Alcanena conta com nove cursos para os Centros Tecnológicos Especializados. “Abrimos no ano passado de cozinha, pastelaria e de logística. Este ano mantivemos o de logística e abrimos também de comunicação e serviço digital. Temos outros mais a ver com a indústria para fazer apoio à indústria de curtumes, que estamos à espera da maquinaria para abrir nos próximos anos”, concluiu a diretora.

Abrantes aguarda “luz-verde” para iniciar a instalação de equipamento

A Escola Secundária Dr. Solano de Abreu vai acolher um dos centros de informática previstos para o Médio Tejo. A candidatura foi aprovada na primeira edição do concurso, mas ainda se encontra a aguardar o parecer prévio do Tribunal de Contas para dar seguimento à sua implementação.

“Estamos a aguardar o parecer prévio do Tribunal de Contas, ainda não passaram os 30 dias úteis, mas está tudo a postos para ser ainda este ano. Já fizemos reuniões prévias com os nossos fornecedores, a agendar planos de execução e logo que esteja o parecer do Tribunal de Contas, naturalmente poderemos dar andamento ao nosso projeto”, explicou Ana Rico, diretora do Agrupamento de Escolas nº1 de Abrantes.

Foto: mediotejo.net

“Tenho a esperança e creio que será para breve. Se tudo acontecer no prazo e estiver em conformidade com o Tribunal de Contas e as suas condições de análise, tudo estará, penso eu, no final do mês de setembro para iniciarmos então em outubro a equipar com todos os equipamentos, seja de mobiliário, seja de software e hardware“, acrescenta.

Ana Maria Rico, diretora do Agrupamento de Escolas nº1 de Abrantes. Foto arquivo: mediotejo.net
ÁUDIO | Ana Rico, diretora do Agrupamento de Escolas N. º1 de Abrantes

Tudo faz parte do processo. Para vir o hardware e software, tem que estar primeiro o equipamento. Como são salas de raiz todas equipadas, portanto, será assim este este plano que está calendarizado”.

A diretora deste agrupamento afirma que as “mais-valias” da criação deste centro “são sempre muitas”, uma vez que o investimento vai permitir dotar este estabelecimento de ensino com equipamento informático, estando assim ao dispor dos alunos que frequentam a formação nesta área.

“Nós temos o curso de Técnicos de Gestão e Sistemas Informáticos, temos o Programador de Informática e temos o Técnico Multimédia”, explicou. Para a diretora, o CTE não só irá enriquecer o currículo dos alunos, como também é uma mais-valia para o próprio concelho abrantino.

“É um centro que vai estar aberto à comunidade e vai permitir que se desenvolva, em termos de espaços de aula, espaços virtuais e vamos ter até uma sala multimédia. Portanto, tudo isso vai estar ao serviço não só da escola, mas também da comunidade (…) e até outros concelhos”, concluiu.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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