Ativado Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Santarém. Foto: DR

A região do Médio Tejo, composta por 11 municípios de Santarém e dois de Castelo Branco, está a ser monitorizada este ano por 12 câmaras de videovigilância no âmbito da prevenção de incêndios, disse a presidente da Comunidade Intermunicipal, estando a CIMT também a elaborar um plano de adaptação às alterações climáticas.

Maria do Céu Albuquerque destacou ainda outras medidas no âmbito da floresta como as centrais de biomassa, o apoio (Fundo Florestal Permanente) ao funcionamento de GTF Intermunicipal e criação de equipas sob a forma de brigadas (agrupamento de três equipas de sapadores florestais) numa lógica intermunicipal, para além do cadastro simplificado na região, com Vila de Rei a funcionar “como uma ilha” porque não tem cadastro, entre outros medidas e projetos no Médio Tejo.

A autarca lembrou que o ano de 2017 foi um ano muito fustigado pelos incêndios florestais, afetando a Região do Médio Tejo. No total da CIMT arderam em 2017 cerca de 62.500 hectares, 19 % da sua área ( Mação com cerca de 67% da sua área ardida, Sertã 38%, Vila de Rei 35%, Ferreira do Zêzere 18%, e Sardoal 15%).

Maria do Céu Albuquerque, presidente da CIMT. Foto: mediotejo.net

Em declarações à Agência Lusa, a presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Maria do Céu Albuquerque, disse que a região “tem já instaladas e a funcionar 12 torres de videovigilância e de apoio à decisão”, equipamentos que “cobrem todo o território” e estão ligados a dois Centros de Gestão e Controlo, um em Santarém e outro em Castelo Branco.

O Sistema de Acompanhamento e Apoio Remoto à Decisão Operacional, no âmbito da prevenção e gestão de riscos de incêndio, implicou um investimento na ordem dos 750 mil euros na região do Médio Tejo, financiados pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), com uma comparticipação de 95% do Fundo de Coesão.

Para além das câmaras de videovigilância, que permitem “captar, monitorizar e trabalhar os dados adquiridos” de forma a “potenciar de forma determinante a intervenção naquilo que é a prevenção, por um lado, e o combate, por outro”, Maria do Céu Albuquerque disse ainda que o investimento “incluiu a requalificação do Centro de Gestão e Controlo do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém e Castelo Branco”.

Salas de comando e vigilâncIa. Foto: DR

A presidente da CIMT, que também preside à Câmara Municipal de Abrantes e à Proteção Civil do Distrito de Santarém, disse ainda que aquele sistema vai ao encontro de uma estratégia que possibilite uma intervenção mais rápida na verificação de riscos de incêndio e um apoio à decisão mais eficiente no combate aos fogos rurais.

“O sucesso do combate [aos incêndios] tem a ver com a rapidez de colocação de meios no terreno”, defendeu, tendo feito notar que, neste contexto, “reforçou-se as dimensões transversais de monitorização, comunicação e planeamento em matéria preventiva de combate a incêndios, pelo aumento da capacidade operacional em termos de antecipação, reação e recuperação face à ocorrência”.

As torres de videovigilância, igualmente equipadas com estações meteorológicas, estão instaladas em Abrantes (Torre de Telecomunicações de Abrantes e São Facundo), em Alcanena (Serra d’Aire e Santa Marta), Ferreira do Zêzere (Serra de Santa Catarina), Mação (Bando dos Santos), Ourém (Alburitel e Cabeço Óbidos), Sertã (São Macário, Serra do Viseu, Cabeço do Rainho (retransmissor) e Vila de Rei (Melriça).

A CIMT está também a trabalhar um plano de adaptação as alterações climáticas com vista à elaboração de estratégias locais de adaptação, para posterior implementação de algumas das medidas identificadas, prevendo-se que o mesmo esteja concluído no decorrer do segundo semestre de 2018.

O Regimento de Apoio Militar de Emergência está instalado me Abrantes e presta importante apoio no terreno. Foto: mediotejo.net

Com um investimento de 230 mil euros e um apoio de 85% do Fundo de Coesão, o objetivo é “identificar os ajustes necessários a preconizar nos sistemas naturais ou humanos, em resposta a estímulos climáticos (observados ou projetados) com o objetivo de aumentar a resiliência desses sistemas”, para além de “identificar as ações necessárias para adaptação às alterações climáticas ao nível das populações, dos serviços públicos, bem como transversais a todos os setores socioeconómicos.

Trinta e duas câmaras de videovigilância para prevenir e detetar incêndios vão entrar em funcionamento este verão nas regiões do Médio Tejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo e Região de Leiria, revelou o Ministério da Administração Interna.

C/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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