Médio Tejo soma 17 Empresas Gazela e triplica emprego e faturação em três anos. Foto: DR

Ourém, Tomar, Abrantes, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha colocaram 17 empresas na lista das Empresas Gazela 2025 da CCDR Centro. Juntas, empregam 435 pessoas e mais do que triplicaram o volume de negócios desde 2021.

O Médio Tejo conta este ano com 17 Empresas Gazela, distinção atribuída pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) a empresas jovens que apresentam ritmos de crescimento muito acima da média em indicadores como o emprego e o volume de negócios.

Segundo os dados divulgados pela CCDR Centro, a sub-região regista 17 empresas distinguidas em 2025, menos cinco do que no ano anterior, mas ainda assim o segundo melhor resultado de toda a série estatística iniciada em 2012.

Entre os municípios do Médio Tejo, destaca-se claramente Ourém, que concentra nove das 17 Empresas Gazela identificadas, mais de metade do total da sub-região. Seguem-se Tomar, com três empresas, Abrantes e Vila Nova da Barquinha, com duas cada, e Torres Novas, com uma.

As 17 Empresas Gazela do Médio Tejo empregavam 141 trabalhadores em 2021. Em 2024, esse número ascendia já a 435 pessoas, o que representa mais do triplo dos postos de trabalho num período de três anos.

Ourém reúne a maior fatia deste emprego, com 239 trabalhadores distribuídos pelas nove empresas distinguidas. Seguem-se Tomar, com 68 trabalhadores, Abrantes com 30, Vila Nova da Barquinha com 27 e Torres Novas com 71.

Em média, cada Empresa Gazela do Médio Tejo empregava 26 trabalhadores em 2024, valor ligeiramente abaixo da média regional, fixada em 29 trabalhadores por empresa.

Também a faturação registou uma evolução expressiva. O volume de negócios agregado das Empresas Gazela do Médio Tejo passou de 8,6 milhões de euros em 2021 para 27,4 milhões de euros em 2024.

Ourém lidera igualmente neste indicador, concentrando 14,4 milhões de euros de faturação. Seguem-se Tomar, com 5,8 milhões de euros, Vila Nova da Barquinha com cerca de 4 milhões, Abrantes com 1,75 milhões e Torres Novas com 1,4 milhões de euros.

Em média, cada empresa apresentou um volume de negócios de cerca de 2,7 milhões de euros, valor alinhado com a média das Empresas Gazela da Região Centro.

A construção é o setor mais representado no Médio Tejo, com seis empresas, correspondendo a 35% do total das distinguidas. As restantes distribuem-se por áreas como transportes e armazenagem, atividades administrativas e serviços de apoio, comércio, indústria transformadora, saúde, indústrias extrativas e agricultura.

Das 17 empresas reconhecidas, 13 são pequenas empresas e quatro são microempresas.

A CCDR Centro destaca ainda que dez empresas recebem a distinção pela primeira vez, enquanto sete já tinham sido distinguidas em anos anteriores. Entre estas, quatro acumulam duas distinções, duas mantêm o estatuto pelo terceiro ano consecutivo e uma soma já quatro anos seguidos de reconhecimento.

Entre as Empresas Gazela do Médio Tejo existem três exportadoras, que registaram cerca de 600 mil euros em exportações durante 2024, valor que compara com cerca de 200 mil euros em 2021.

As Empresas Gazela do Médio Tejo

Na Região Centro foram identificadas 159 Empresas Gazela, distribuídas por 49 municípios e responsáveis por 4.604 postos de trabalho. O Médio Tejo surge como a quinta sub-região com mais empresas distinguidas, atrás do Oeste (36), Região de Leiria (28), Região de Aveiro (27) e Região de Coimbra (26), mas à frente de Viseu Dão Lafões (14), Beira Baixa (7) e Beiras e Serra da Estrela (4).

As empresas distinguidas foram homenageadas pela CCDR Centro na quinta-feira, dia 18 de junho, numa cerimónia realizada no município da Guarda.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply