A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), nomeadamente nos municípios de Tomar, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere, vai operacionalizar uma Rota Templária este ano 2021, depois de um trabalho de estruturação de uma rede temática que visa alargar a oferta turística a partir da valorização do património da Ordem dos Templários na região.
Este é um dos instrumentos que a CIM Médio Tejo estruturou durante o ano 2020 para potenciar o que a região tem de mais valias e trazer também para o interior o turismo religioso gerado por Fátima, à semelhança do projeto Fátima Tomar Stayover, a par daqueles que procuram o turismo militar, cultural e patrimonial, sendo o ano 2021 o estipulado para operacionalizar a Rota Templária.
O secretário executivo da CIMT, Miguel Pombeiro, disse ao mediotejo.net que “a questão do turismo religioso é um dos eixos estruturantes para o nosso território”, uma vez que cidades como Fátima e Tomar atraem atenção a nível nacional e internacional e representam 90% dos alojamentos da região, sendo de destacar, entre outros, exemplos do legado templário o Convento de Cristo, em Tomar, o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, ou a Torre Pentagonal, em Dornes – Ferreira do Zêzere.
ÁUDIO: MIGUEL POMBEIRO – CIM MÉDIO TEJO:

Foi neste sentido que em 2019 a CIMT lançou o projeto Fátima-Tomar Stayover, por forma a promover experiências no território a quem pernoitasse mais noites na hotelaria local.
Segundo o responsável, a perspetiva da CIM Médio Tejo centra-se na ideia de fazer um cruzamento do turismo religioso já existente com o restante património da região, assim como experiências no território, sendo disso exemplo o projeto da Rota Templária, com previsão de execução em 2021, que une a herança templária de Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha.
Um exemplo de como se pode cruzar o turismo religioso com o património, explicou, valorizando toda a região.

“Vem acrescentar valor para termos argumentos para o tal aumento da estada média do turista”, argumentou. “Isso só se consegue juntando experiências e novos conteúdos à vertente de turismo religioso”, concluiu.
