Estão confirmados três casos de infeção com Covid-19 na região do Médio Tejo, nomeadamente em Tomar, Ourém e Constância. Todos os casos foram hoje [terça-feira] sinalizados como portadores do novo coronavírus. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira ao mediotejo.net pela Coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança.
Segundo a responsável, todos os casos dizem respeito a cidadãos em idade ativa e são todos trabalhadores, estando a cidadã de Tomar internada na unidade hospitalar de Tomar, e os cidadãos de Ourém e de Constância internados em Lisboa.
O primeiro caso confirmado foi o de uma mulher de Tomar e foi o primeiro caso confirmado com Covid-19 na região do Médio Tejo. A informação foi confirmada esta terça-feira ao mediotejo.net pela Delegada de Saúde Pública, Maria dos Anjos Esperança, tendo acrescentado que a mulher foi encaminhada para o hospital [de Tomar] e que as pessoas com quem esteve em contacto foram já identificados e ficam em isolamento durante os próximos 14 dias.
Segundo a Delegada de Saúde Pública do Médio Tejo, este foi o primeiro caso confirmado na região, tendo acrescentado que a mulher é ainda nova e apresenta uma sintomatologia leve, havendo hoje a registar dois casos suspeitos com pessoas idosas e já internadas, mas sem relação com o caso confirmado da mulher, funcionária na Câmara Municipal de Tomar.
Esta tarde, a Delegada de Saúde confirmaria os casos de Ourém e de Constância.
O delegado de saúde pública de Ourém, José Martins, contactado pelo mediotejo.net, disse que o ouriense se encontrava em Lisboa quando foi feita esta análise, no Hospital de Santa Marta. O homem de cerca de 62 anos é residente na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
Quanto ao caso de Constância, confirmou ao nosso jornal o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Oliveira, que se trata de um homem na casa dos 80 anos, da freguesia de Montalvo, e que já estaria internado num hospital em Lisboa.
O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram.
Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.
O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos.
A Itália com 2.158 mortos registados até segunda-feira (em 27.980 casos), a Espanha com 491 mortos (11.191 casos) e a França com 148 mortos (6.663 casos) são os países mais afetados na Europa.
Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.
Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).
O boletim divulgado pela DGS assinala 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardavam resultado laboratorial.
Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.
De acordo com o boletim, há 6.852 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.
Atualmente, há 19 cadeias de transmissão ativas em Portugal, mais uma do que no domingo.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou uma reunião do Conselho de Estado para quarta-feira, para discutir a eventual decisão de decretar o estado de emergência.
Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira, e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.
Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas desde segunda-feira e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.
O Governo também anunciou o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
