“Hoje é um dia marcante para a mobilidade no Médio Tejo e, enquanto Comunidade Intermunicipal, reafirmamos o nosso compromisso em tornar as deslocações mais acessíveis, sustentáveis e inclusivas para todos os que aqui vivem, estudam e trabalham”, afirmou o presidente da CIM Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, em Tomar, na apresentação de um conjunto de “medidas estratégicas para a promoção da mobilidade sustentável, inclusiva e acessível”.
Numa intervenção marcada pelo “compromisso com o desenvolvimento equilibrado do território”, o presidente da CIM Médio Tejo, entidade composta por 11 municípios do distrito de Santarém, destacou a implementação de uma nova tarifa simplificada para os utilizadores do serviço de transporte público rodoviário – MEIO -, a par de “investimentos significativos no reforço da mobilidade suave e no Transporte a Pedido”, através de “soluções inovadoras e amigas do ambiente”.
Manuel Jorge Valamatos salientou que “a mobilidade não é apenas uma questão de deslocações: é uma questão de coesão social, de desenvolvimento económico e de qualidade de vida”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:
Entre as principais novidades, implementadas recentemente ou a implementar em breve, destaca-se a introdução da nova assinatura de linha MEIO e que “permite, por apenas cinco euros nos passes mensais, viajar em qualquer linha e em qualquer distância” dentro da sub-região.
A medida, que entrou em vigor este mês, representa uma “redução significativa” em relação aos valores anteriormente praticados (10 euros até 4 km e 20 euros até 28 km), “democratizando o acesso ao transporte público” e dando “resposta concreta às necessidades” das populações, declarou o representante da CIM, que também preside ao município de Abrantes.
Já no âmbito da mobilidade suave, a CIM Médio Tejo apresentou o reforço da frota de bicicletas elétricas através do sistema – meioB, com a aquisição de mais de uma centena (110) de novos equipamentos.
Esta medida, cuja oferta começou hoje a ser reforçada no terreno, permitirá “aumentar a disponibilidade de bicicletas em circulação e, simultaneamente, potenciar hábitos de deslocação mais saudáveis e sustentáveis”.

Em termos de investimento futuro, o presidente da CIM deu conta de estar em preparação uma candidatura ao programa Centro 2030, no valor de oito ME, visando a “expansão da rede de mobilidade suave meioB ao concelho de Sardoal, o desenvolvimento de novos percursos intermunicipais e o reforço das ligações” existentes, com o objetivo de “ligar pessoas, serviços e oportunidades”, afirmou Valamatos.
“Nós sentimos que as questões da mobilidade têm também um carácter e uma visão, para além das questões da coesão territorial, de desenvolvimento económico, de qualidade de vida, e de atractividade, competitividade e capacidade de potencialização de um território. E é nesse sentido que continuamos, sobretudo porque melhora a vida das pessoas. Nós conseguimos hoje, em 2025, ter transportes gratuitos públicos para todos os jovens”, destacou.

A CIM Médio Tejo apresentou ainda a nova marca meioE, dedicada ao Transporte a Pedido, a primeira medida implementada na região, em 2013, e que passa a contar com duas viaturas eléctricas. Este serviço será, inicialmente, disponibilizado nos concelhos de Alcanena e Vila Nova da Barquinha, assegurando o acesso aos serviços de saúde e a outros destinos essenciais dos passageiros.
O secretário executivo da CIM, Miguel Pombeiro, destacou a evolução da utilização do transporte público na região nos últimos 12 anos, tendo dado conta que o transporte a pedido tem hoje, em média, 4 mil utilizadores/mês, e um “crescimento exponencial” em todas as faixas etárias.

ÁUDIO | MIGUEL POMBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO CIM MÉDIO TEJO:
“Temos mais 30% de jovens no sistema, temos mais 126 % de utilizadores nos urbanos, temos mais 185% nos passes ‘Mais 65’, temos mais 20% de utilizadores casa-trabalho e mais de 400%, portanto, mais de 4 mil passageiros por mês, no transporte a pedido”, declarou, tendo feito notar que a mobilidade “não é apenas o transporte do ponto A para o ponto B” do território.
“Nós, quando falamos de mobilidade, estamos a falar de coesão territorial, inclusão social e de sustentabilidade ambiental, porque estamos a ligar os grandes centros com territórios que são mais periféricos e, portanto, estamos também a permitir que haja novas oportunidades”, sustentou Pombeiro.
Na ocasião marcou também presença Hugo Cristóvão, presidente da Câmara Municipal de Tomar, que vincou a importância da utilização dos transportes públicos no quotidiano das populações, reforçando o esforço conjunto, com a CIM Médio Tejo, em adequar cada vez mais a oferta e os serviços associados.





As ações de mobilidade referidas são cofinanciadas pelo Fundo Ambiental e o Centro 2030.
A CIM Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
C/LUSA
