Cremalheira do Apocalipse leva música "incatalogável" ao Teatro Virgínia. Foto: DR

O projeto Caminhos – Cultura em Rede regressa ao Médio Tejo em abril e maio com espetáculos e iniciativas gratuitas em 11 municípios, promovendo o acesso à cultura nas áreas da música, teatro, dança, fotografia e literatura.

Dinamizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, o projeto volta a apostar na descentralização cultural e na participação ativa das populações, envolvendo públicos de todas as idades num conjunto diversificado de propostas artísticas.

A programação arrancou a 09 de abril, em Tomar, com a inauguração da exposição fotográfica “Momentos de Abril”, de Victor Valente, patente no Cineteatro Paraíso até 9 de maio.

Ao longo de abril, o ciclo passa ainda por Ferreira do Zêzere, nos dias 13 e 14, com o espetáculo “Bonecas de Constância”, dirigido à comunidade escolar, e por Torres Novas, com um concerto da banda Cremalheira do Apocalipse, no Teatro Virgínia, no sábado, dia 18 de abril, espetáculo que desafia rótulos convencionais e que tem a participação especial da banda “Sem Critério”.

Nascidos nas entranhas de Rio Tinto, no seio da Favela Discos, os Cremalheira do Apocalipse definem-se como uma “máquina” que cria música incatalogável. Munidos de um arsenal que mistura instrumentos tradicionais, como guitarras e teclados, com bidons e baldes, o coletivo apresenta o seu álbum de estreia, marcado por uma mensagem ácida e profética que deambula entre o punk, o rock e o indie.

A presença da banda em Torres Novas ganha uma dimensão especial por estar inserida nos Caminhos do Médio Tejo, um programa cultural em rede que promove a coesão territorial através da arte. O projeto do grupo reflete perfeitamente os valores desta iniciativa, uma vez que a sua génese reside em processos de intervenção social e na criação coletiva aberta à comunidade.

Coro dos Comuns integra o novo ciclo cultural do programa Caminhos do Médio Tejo. Foto: DR

No dia 30, a programação divide-se entre Alcanena, com a peça “Corpo Suspenso”, e o Sardoal, onde é apresentado o espetáculo de dança “Comoção”.

Em maio, no dia 1, a iniciativa prossegue em Mação, com a atuação das Adufeiras do Rancho Etnográfico de Idanha-a-Nova, seguindo-se, no dia 2, em Ourém, uma oficina de escrita orientada por Pedro Chagas Freitas.

O projeto “Côro dos Comuns”, que envolve a participação da comunidade, regressa com apresentações em Abrantes, no dia 3, e Vila Nova da Barquinha, dia 9, após ter passado por vários concelhos em 2025.

O ciclo inclui ainda atividades em Constância e termina no Entroncamento, nos dias 23 e 24 de maio, com um workshop de break dance que culmina com uma apresentação coletiva.

O projeto Caminhos, lançado em 2017, envolve os 11 municípios da região e integra a estratégia de valorização cultural e turística do Médio Tejo, sendo cofinanciado por fundos europeus no âmbito do programa Centro 2030. Programação completa AQUI.


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A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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