O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, informou esta manhã, durante a reunião do executivo municipal, que tiveram início contactos e reuniões entre autarquias, comunidades intermunicipais e instituições de ensino superior da região com vista à criação de uma estratégia comum para o desenvolvimento do ensino superior na futura região Oeste e Vale do Tejo (OVT).
O autarca de Abrantes, que também preside à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, indicou ter marcado presença na reunião realizada na véspera com representantes da CIM da Lezíria do Tejo e do ensino superior, nomeadamente no âmbito do Institutos Politécnicos de Tomar e de Santarém.
Segundo Manuel Jorge Valamatos, o encontro marca o arranque de “um percurso conjunto” que pretende preparar a nova configuração territorial da região, tendo em conta o futuro quadro financeiro europeu para o período 2028-2034.
“Iniciámos um percurso juntos, tendo em vista esta nova região que vai ter um quadro financeiro próprio. É importante que as instituições do território, quer do Médio Tejo, quer da Lezíria, quer do Oeste, comecem desde já um trabalho de cooperação e articulação para que possamos impulsionar esta nova região de forma verdadeira e consistente”, afirmou.
O autarca destacou o papel estratégico do ensino superior no desenvolvimento dos territórios e defendeu que a nova região deve apostar numa presença “robusta” e articulada das instituições de ensino.
“Como sabem, o ensino superior desempenha um papel muito relevante no desenvolvimento dos territórios e nós queremos ter essa competitividade. Queremos ter o ensino superior presente de forma robusta, articulada”, declarou.
No âmbito desse processo, está a ser desenvolvido um trabalho conjunto entre as comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo e do Oeste, envolvendo também os dois institutos politécnicos da região.
Manuel Jorge Valamatos fez questão de salientar o prestígio das duas instituições de ensino superior, referindo que tanto o Instituto Politécnico de Tomar como o Instituto Politécnico de Santarém assumem atualmente posições de liderança em universidades europeias.
“Curiosamente, estes dois politécnicos são líderes de universidades europeias. O prestígio quer do Instituto Politécnico de Santarém, quer do Instituto Politécnico de Tomar, é extremamente elevado e reconhecido em termos europeus”, afirmou.
O presidente da Câmara de Abrantes explicou ainda que a intenção passa por promover uma maior articulação entre os diferentes polos e estruturas das duas instituições, procurando potenciar o ensino superior na futura região OVT.
“Queremos que haja articulação entre estas duas estruturas de ensino e os seus diferentes polos para que possamos potenciar o ensino superior nesta nova região”, referiu.
A reunião contou, além do presidente da CIM Médio Tejo e de João Coroado, diretor do IPT, com a presença do presidente da CIM da Lezíria do Tejo, João Leite. Segundo Valamatos, está já prevista uma nova reunião alargada, que deverá integrar também representantes da região Oeste e diversos agentes ligados ao ensino superior, com o objetivo de começar a desenhar uma estratégia concreta para o setor.
“Queremos trazer atores destes territórios e atores do ensino superior para a conversa e, sobretudo, montar a estratégia que é importante para o ensino superior na nossa região”, explicou.
“Temos de ser muito ambiciosos para esta nova região que estamos a construir nas diferentes dimensões e, obviamente, ao nível do ensino superior queremos ter uma grande ambição”, afirmou.
Manuel Jorge Valamatos recordou ainda a dimensão territorial e populacional da futura região Oeste e Vale do Tejo, referindo que estarão envolvidos 34 municípios e mais de 850 mil habitantes.
“Vamos ter de estar muito atentos, muito empenhados e muito focados naquilo que é essencial para tornarmos a nossa futura região o mais competitiva possível”, sublinhou.
Valamatos vincou a ideia de cooperação institucional entre todos os territórios envolvidos, defendendo que o sucesso da nova região dependerá do contributo conjunto de todos os municípios.
“Todos os municípios são importantes, não há municípios mais importantes do que outros. Todos fazem parte desta responsabilidade geográfica e deste novo território. Todos contam, todos fazem falta e todos temos de colaborar nesse desígnio maior da valorização e do crescimento da região”, concluiu.
