Médio Tejo lamenta ausência de medidas para travar degradação de cuidados saúde primários. Foto: DR

O PCP criticou o número de pessoas atualmente em lista de espera para algumas especialidades cirúrgicas no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), tendo o deputado António Filipe afirmado que o facto de “apenas cerca de 50% das mesmas estarem a ser realizadas por dia, contribui para engrossar as listas de espera para níveis absolutamente inaceitáveis”.

Em comunicado, o PCP dá conta de ter efetuado uma visita de trabalho ao CHMT, onde uma delegação do Partido Comunista Português, integrada pelo deputado à Assembleia da República António Filipe, eleito pelo Distrito de Santarém, e por dirigentes locais do Partido, reuniu com o Conselho de Administração.

“O PCP solicitou esta reunião com a finalidade de recolher informação sobre a forma como o Centro Hospitalar tem respondido aos problemas postos pelo surto epidémico da Covid-19, principais dificuldades por que está a passar, meios encontrados para as resolver e como é perspetivado o futuro próximo”, pode ler-se na nota informativa, dando conta que o o presidente do Conselho de administração “fez um resumo do trabalho desenvolvido e uma avaliação da resposta dada, que teve início em fevereiro para preparação de algo que se desconhecia”.

A unidade de Abrantes, pelas suas condições técnicas, foi destinada à COVID-19, onde foram criadas duas enfermarias de 26 camas cada, dedicadas a este fim, sendo que Tomar e Torres Novas ficaram com a prestação de cuidados a doentes não COVID-19, refere, tendo lembrado que as especialidades de Obstetrícia e Ginecologia passaram a funcionar em Torres Novas e a Ortopedia em Tomar.

Segundo relata o PCP, “foram criadas condições para tornar o Centro Hospitalar autónomo relativamente à testagem, havendo capacidade para realizar 1000 testes/dia (está a envidar esforços para os 1500) para resposta convencional e 100/120 testes /dia para resposta rápida”, tendo acrescentado que o Centro Hospitalar “tem dado apoio a outros hospitais do SNS, em internamentos e processamento de testes”.

No comunicado, e no que diz respeito ao futuro, o PCP refere que “foram suscitadas preocupações relativas a um inverno que se antevê muito complicado, por se poderem juntar a pandemia da COVID-19 e a gripe habitual da época”.

Para defendem os comunistas, “não deixando de valorizar o esforço feito e em particular a disponibilidade e dedicação das centenas de profissionais da saúde envolvidos, torna-se evidente a necessidade de maior investimento do governo no SNS, não apenas para conter e prevenir possíveis aumentos do número de casos de infetados no futuro, mas também para dar a resposta necessária a milhares de cirurgias e outros actos clínicos programados que continuam em atraso”.

Nesse sentido, “relativamente a algumas cirurgias, o facto de apenas cerca de 50% das mesmas estarem a ser realizadas por dia, contribui para engrossar as listas de espera para níveis que são absolutamente inaceitáveis”, assinala os comunistas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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