Foto de arquivo: mediotejo.net

Os 13 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) reuniram-se na manhã de quinta-feira, 26 de julho, para discutir uma possível candidatura ao POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos no sentido de criar uma estrutura intermunicipal, apenas com fundos públicos, de água e saneamento e, eventualmente, resíduos sólidos urbanos.

O dinheiro vai permitir, se se chegar a consenso e a candidatura for aprovada, recuperar rede degradada e aumentar a cobertura de saneamento. Ferreira do Zêzere, por exemplo, tem apenas 20% de cobertura de saneamento, entre outros municípios que rondam os 50%.

Reuniaõ de CM de Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo.net

A informação foi avançada pelo presidente Jacinto Lopes (PSD) na reunião camarária de Ferreira do Zêzere de quinta-feira, 26 de julho. A CIMT reunira esta manhã, questionando-se os municípios qual a sua posição quanto a uma candidatura intermunicipal para criar um sistema comum de água e saneamento, propondo-se também os resíduos sólidos urbanos.

O tema é caro ao concelho ferreirense, que vê assim uma forma de ganhar “escala”. Jacinto Lopes comentaria a pretensão de se conseguir agregar pelo menos a Ourém a Tomar, os concelhos mais próximos, havendo assim um piquete que presta um serviço comum, partilhando-se despesas.

Jacinto Lopes, presidente CM Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo.net

O tema ainda vai ser estudado e vários municípios ficaram de dar uma resposta final sobre o seu interesse no projeto. Segundo adiantaria Jacinto Lopes ao mediotejo.net, apenas alguns concelhos, como Torres Novas (já integra a Águas do Ribatejo), não se mostraram interessados na proposta, havendo de resto bastante consenso.

“A agregação permite-nos ir aos fundos comunitários”, conseguindo um apoio financeiro em conjunto que “sozinhos nunca conseguiríamos”, explicou. Se o projeto avançar, eventualmente em setembro, Ferreira do Zêzere poderá recuperar o sistema de água e aumentar a sua cobertura de saneamento, permitindo-lhe realizar obras estruturantes que de outra forma terá mais dificuldades em concretizar dadas as características do seu território.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Deixe um comentário

Leave a Reply