A 18 de setembro, o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, acolheu a cerimónia de assinatura dos protocolos que visam implementar o programa “Saúde Oral para Todos” em 65 concelhos do país, entre eles os do Médio Tejo.
Os acordos, entre várias dezenas de municípios e as cinco administrações regionais de saúde, foram assinados na cerimónia “Saúde Oral para Todos” e inserem-se no projeto de ter médicos dentistas nos centros de saúde.
A experiência piloto começou em 2016 em 13 centros de saúde e foi alargada até aos atuais 63 gabinetes de saúde oral nos cuidados de saúde primários, em todo o país.
Na cerimónia, que contou com a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, foi anunciada a nova “ambição do Governo” na área da saúde oral.
A intenção do Governo é criar pelo menos um gabinete de saúde oral por agrupamento de centros de saúde até final da legislatura, diz-se no comunicado, no qual se acrescenta que “fruto do sucesso das experiências-piloto”, o Ministério “decidiu ir mais longe e renovou a sua ambição, tendo em vista a promoção da equidade e da proximidade e o aumento e a melhoria da cobertura dos cuidados de saúde oral ao nível dos cuidados de saúde primários”.
A decisão do Governo merece o aplauso da Ordem dos Médicos Dentistas. O bastonário, Orlando Monteiro da Silva, disse que o envolvimento dos municípios na questão da saúde oral é uma aspiração antiga da Ordem.
“Hoje as autarquias já veem este tipo de envolvimento como fundamental, hoje isso é valorizado pelas populações”, disse o bastonário a jornalistas no âmbito de uma visita a uma unidade de medicina dentária em Lisboa na segunda-feira.
Na presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, foram assinados protocolos entre 65 municípios e as cinco Administrações Regionais de Saúde, que aconteceram na sequência do sucesso do projecto-piloto iniciado pelo Governo em 2016 em 13 centros de saúde. O objetivo é chegar a todos os concelhos até 2020.

