“Médio Tejo Verde” é mote de reunião com vários parceiros na CIM Médio Tejo. Créditos: CIMT

A sede da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, em Tomar, foi palco de uma reunião subordinada ao tema “Médio Tejo Verde”, e que juntou vários representantes municipais, institutos e entidades que trabalham no domínio da atração empresarial e na captação de novos investimentos para a região.

Presente neste momento, o presidente da CIM Médio Tejo recordou que a reunião de trabalho tinha como objetivo criar novas sinergias para que os concelhos do Médio Tejo possam ser “mais competitivos”, estimulando “a coesão territorial no âmbito das energias renovais e da sustentabilidade ambiental”.

Manuel Jorge Valamatos evidenciou a criação da Zona Livre Tecnológica Abrantes (ZLT) recordando que a ZLT é uma “excelente oportunidade para atrair investimento e para colocar na ordem do dia na nossa região as questões da transição energética, da sustentabilidade e das energias renováveis sobre as quais temos de estar todos atentos”.

O autarca, que também ao município de Abrantes, afirmou que “ao valorizarmos estas questões, estamos a posicionar o território e as nossas empresas, atraindo novos investimentos”.

A reunião prosseguiu com a comunicação de Ricardo Brás, da CCDRLVT, que trouxe informação quanto às alterações simplificadas do Plano Diretor Municipal, tendo-se prosseguido com a apresentação do modelo de candidatura a submeter para o desenvolvimento de competências para a especialização inteligente, a transição industrial e o empreendedorismo do ITI CIM Médio Tejo.

A ocasião, que juntou cerca de meia centena de representantes na CIM, contou também com apresentação de um estudo que está a ser desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Tomar, e que se centra em 4 fases.

Fase I – Elaboração de diagnóstico territorial do Médio Tejo no que diz respeito às energias renováveis e sustentabilidade ambiental; Fase II – Estudo dos potenciais técnicos das energias renováveis na região; Fase III – Criação de uma matriz com os fatores de atratividade do Médio Tejo no âmbito das energias renováveis e Fase IV – Definição de um plano de ação para a promoção das energias renováveis na região.

O último ponto da ordem de trabalhos desta reunião foi dedicado à Operacionalização do Plano de Ação da região do Médio Tejo no âmbito das energias renováveis e da sustentabilidade.

Com o objetivo de aumentar a competitividade e a coesão regional, no âmbito das energias renováveis e da sustentabilidade ambiental, a CIM Médio Tejo pretende com este trabalho dinamizar a competitividade territorial através de vários fatores.

Através da produção de energia e gestão de redes energéticas, devido à existência de um ponto de injeção na rede elétrica nacional instalado em Pego (Abrantes), através da constituição da Zona Livre Tecnológica que será um espaço apropriado para a formação de um ecossistema de inovação e de experimentação de soluções públicas e privadas, e, por último, através da própria comunidade (municípios, CIM Médio Tejo, empresas, IES (Informação Empresarial Simplificada) e sociedade civil, sendo objetivo dos intervenientes contribuir para o “transformar do perfil da estrutura produtiva regional”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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