* Notícia corrigida a 16 de julho, especificando que duas atletas da União Desportiva e Recreativa da Zona Alta, de Torres Novas, também viajam para Paris, embora não façam parte da comitiva de atletas convocados para os Jogos Olímpicos (ver caixa com informação no final do texto). As torrejanas participam na prova aberta da maratona, que decorre paralelamente à prova oficial, no dia 10 de agosto, e que se realiza pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos. Aos atletas apurados e aos leitores, as nossas desculpas. (Patrícia Fonseca, diretora)
Depois de se ter estreado nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano de 2020, Patrícia Sampaio está agora a caminho de Paris para disputar a edição de 2024 dos Jogos. Tendo em conta os resultados de destaque obtidos a nível mundial, a atleta da Sociedade Gualdim Pais, em Tomar, vai competir de olhos no pódio, na categoria -78 kg.
Em declarações ao Comité Olímpico, Patrícia Sampaio afirma que, devido ao surto de Covid-19, não viveu a experiência de Tóquio “em pleno”, pelo que ter agora uma “nova oportunidade de estar nesse palco e em todo esse ambiente, é fantástico”.
Quanto às expectativas para a competição, Patrícia Sampaio afirma estarem “controladas” e mostra-se confiante com o trabalho realizado. No entanto, não esconde o desejo de trazer uma medalha olímpica para Portugal.
“Há medalhas que eu quero conquistar e gostava de não terminar a minha carreira sem conquistar. Com certeza uma medalha olímpica é uma dessas”, afirma.
Acompanhada pelo treinador e irmão, Igor Sampaio, a atleta de 25 anos luta agora por lugar no pódio, na prova de judo que acontece de 27 de julho (sábado) a 3 de agosto (sábado), na Arena Champ de Mars, no centro da capital francesa.
Do concelho de Torres Novas partem Ricardo Batista e Maria Tomé para disputar as provas de triatlo na competição de estafetas e também as provas individuais, após terem conquistado o apuramento com o desempenho da estafeta mista portuguesa de triatlo, composta por Vasco Vilaça, Ricardo Batista, Melanie Santos e Maria Tomé.

De acordo com a Federação de Triatlo de Portugal, em caso de apuramento da estafeta mista através do ranking olímpico, o quarteto que garantisse um lugar no pódio de uma WTCS assegurava automaticamente a sua qualificação para Paris. Assim foi. Vasco Vilaça, Ricardo Batista, Melanie Santos e Maria Tomé conquistaram a medalha de prata na WTCS de Napier, Nova Zelândia, assegurando as quatro vagas portuguesas para os Jogos Olímpicos deste ano.
Desta forma, o triatlo português terá em Paris a sua maior representação de sempre, com os quatro atletas a participarem nas provas individuais, agendadas para os dias 30 e 31 de julho, e na competição de estafetas mistas marcada para 5 de agosto.
Ricardo Batista e Maria Tomé, são atletas do Clube de Natação de Torres Novas (CNTN), sendo a primeira vez que atletas de um clube torrejano participam nos Jogos Olímpicos. A secção de Triatlo não esconde o orgulho por ver os seus atletas escreverem “mais uma página incomparável na história do desporto em Torres Novas e em Portugal”, destacou a página Triatlo Torres Novas.
Os atletas vão ser acompanhados pelo técnico torrejano Paulo Antunes, fundador em 2009 da Escola de Triatlo do Clube de Natação de Torres Novas. “Para muitos, tudo isto seria impossível num clube com a dimensão do Clube de Natação de Torres Novas, mas o que se pode constatar é que não foi assim. Basta saber planear, organizar e acreditar sempre!”
Em declarações ao Comité Olímpico, Ricardo Batista afirma estar a atravessar um “período muito bom” no que diz respeito à sua carreira desportiva. “Acho que todos os atletas sonham um dia estar presentes nos Jogos Olímpicos, sendo este um grande palco em todas as modalidades. Estou muito contente, vou dar o meu melhor e espero que tudo corra bem.”
Quanto aos principais desafios, afirma ser o “manter-se saudável” durante todo o tempo. “A consistência no treino do triatlo e em todos os treinos de endurance é importante. Muitas vezes o mais difícil é conseguir manter-nos focados e saudáveis e treinar durante um longo período de tempo, porque é daí que vem a nossa progressão como atleta”, defende.
Ricardo Batista ruma a Paris, para a sua primeira prestação em prova olímpica, com um objetivo claro: “Gostava muito de um diploma olímpico, mas sei que é um resultado bastante difícil. Mas é para isso que eu estou a trabalhar todos os dias e portanto espero que corra da melhor maneira.”
A atleta torrejana que integra a comitiva portuguesa está feliz por ir “realizar um sonho”, comentando ao Comité Olímpico, que é “uma sensação única” sentir que vai “fazer parte da história” da modalidade, que este ano levará a maior comitiva de sempre aos Jogos.
“Vai ser bastante importante para inspirar mais mulheres a praticarem desporto e que é possível realizarem os seus sonhos”, acrescenta.
Quanto aos objetivos traçados para a prova, a atleta deseja “divertir-se, a aproveitar o momento e todas as experiências”.
Além disso, quer “melhorar o resultado, comparado com o ano passado” e também “dar tudo para o tal diploma olímpico na estafeta, porque temos uma equipa muito forte, e portanto vamos com tudo”, afirma.


Vera Ferreira e Catarina Costa, atletas da União Desportiva e Recreativa da Zona Alta, de Torres Novas, também viajam para Paris, embora não façam parte da comitiva de atletas convocados para as Olimpíadas. As torrejanas irão participar na prova aberta da maratona dos Jogos Olímpicos, que se disputa no dia 10 de agosto. É uma prova destinada ao público em geral e que se realiza pela primeira vez na história.
“Os atletas amadores poderão fazer o trajeto da maratona Olímpica no mesmo dia que os corredores de elite. O evento proporcionará aos participantes uma experiência única, que vai ao encontro do lema dos próximos Jogos, “Games Wide Open” (Jogos Amplamente Abertos)”, explica-se no site dos Jogos Olímpicos.
