Foto: mediotejo.net

Os Termos de Aceitação dos projetos aprovados das candidaturas feitas no âmbito do Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN) na região do Médio Tejo foram assinados esta quinta-feira, dia 10 de fevereiro, na Biblioteca Municipal de Tomar. Na sessão, a qual foi presidida por Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, ficou-se a saber que o investimento total de 6,3 milhões de euros vai permitir manter 491 empregos e criar 67 novos postos de trabalho na região.

Foram 42 as candidaturas (26 na área industrial e 16 ligadas ao turismo) formalizadas e que vão receber 3,3 milhões de euros do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER), não reembolsáveis, num investimento global de 6,3 milhões de euros, representando um apoio de 40%, percentagem que vigora para investimentos no interior do país.

“Foi de facto uma medida para as micro e pequenas empresas do mundo rural, para investirem. Sobretudo esta procura e esta realização deixa-nos feliz porque estamos também a falar de um período de pandemia”, referiu Ana Abrunhosa em declarações à comunicação social.

A ministra da Coesão Territorial disse também que os objetivos da medida foram “mais do que” ultrapassados, uma vez que, embora a obrigação das empresas fosse apenas de manterem os postos de trabalho, os 42 projetos apoiados prometeram a contratação de 67 pessoas.

“Isto diz-nos que a medida foi boa e que temos que a continuar a aplicar no terreno”, afirmou a ministra.

A sessão foi presidida por Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial. Foto: mediotejo.net

“Temos que retirar daqui a lição de que esta foi uma boa medida que responde às necessidades do território, e a segunda lição de que temos de continuar a aplicar este tipo de medidas, porque não basta fazer bem uma vez, temos que reiteradamente criar medidas que satisfaçam e que sejam desenhadas de acordo com as necessidades das empresas do território”, disse ainda Ana Abrunhosa.

Já Anabela Freitas, enquanto presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, destacou no seu discurso que “estes apoios estão espalhados pelo nosso território, não se encontram só no concelho A ou no concelho B, estão espalhados por 12 dos 13 municípios que compõem o território do Médio Tejo”, o que, segundo Anabela Freitas, quer dizer que se está a trabalhar para a coesão económica, social e territorial da região.

Anabela Freitas destacou ainda que são vários os setores de atividade implicados nos investimentos aprovados “desde a indústria até ao turismo, aos hotéis, à restauração, às empresas de animação turística, portanto, qualificação do nosso território”.

A também presidente do município de Tomar referiu igualmente que foram aprovadas 96 das 138 candidaturas entregues na CIM do Médio Tejo, sendo que com 42 foram já assinados os protocolos de investimentos. “Portanto eu diria que o Médio Tejo está em linha com aquilo que é o país, os investimentos estão a chegar ao território e estão a chegar precisamente onde fazem falta, à economia e ao tecido económico no território”, disse a autarca.

Foto: mediotejo.net

Nas declarações à comunicação social, a ministra Ana Abrunhosa referiu ainda que a procura foi grande, sendo que a medida foi lançada a nível nacional com 100 milhões de euros mas que a procura foi de quase 600 milhões. Foram 6700 empresas as candidatas e 1800 as apoiadas por esta medida a nível nacional, no que corresponde a um investimento de mais de 250 milhões.

O Programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN) presta um apoio direto ao investimento empresarial (com enfoque no setor industrial e no setor do turismo) e tem como objetivo “estimular a produção nacional e a redução da dependência face ao exterior, reforçando a agilidade de procedimentos, a eficiência na gestão e a eficácia nos resultados”, pelo que concede apoios a micro e pequenas empresas da pequenas empresas da região do Médio Tejo, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Investimento de 6,3ME para manter 491 empregos e criar 67 novos no Médio Tejo. Foto: mediotejo.net

Para isso, o PAPN “apoia a aquisição de máquinas, equipamentos, serviços tecnológicos/digitais, sistemas de certificação, transição digital e energética e a introdução de processos de produção mais sustentáveis, sendo objetivo estimular a produção nacional, tornando o país menos dependente do exterior”.

c/LUSA

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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