Hospitalização domiciliária atende centenas de utentes e no Médio Tejo e reduz pressão no internamento. Foto: ULS

Em comunicado, a ULS Médio Tejo, que presta cuidados de saúde primários e hospitalares em 10 municípios do distrito de Santarém e um concelho do distrito de Castelo Branco, indica que desde a criação da Unidade de Hospitalização Domiciliária, há cinco anos, “foram desviados 15.763 dias de internamento dos três hospitais do Médio Tejo para a Hospitalização Domiciliária”.

Também ao longo desse período foram “atendidos 804 doentes nas suas residências” e “a equipa de profissionais percorreu 325.588 quilómetros para prestar assistência” aos doentes, acrescenta a ULS na nota de balanço do 5.º aniversário da UHD.

Constituída por médicos, enfermeiros e assistentes sociais, as equipas da UHD percorrem os concelhos da região durante todos os dias do ano “com medicação, meios de diagnóstico e elementos do ficha e processo clínico dos doentes” e levam consigo “resultados de análises, medem parâmetros vitais, ouvem queixas, falam com o cuidador, ajustam medicação, se necessário, e deixam conselhos”, além de determinarem baixas e altas médicas, lê-se na nota.

Atualmente, é ainda indicado, a ULS Médio Tejo tem “seis camas de internamento domiciliário, às quais a equipa de Hospitalização Domiciliária leva cuidados de saúde “porta a porta”.

A ULS Médio Tejo destaca também a figura do cuidador informal neste modelo, que considera como essencial, já que “garante o apoio e comunicação permanente” com os profissionais de saúde.

Segundo a ULS Médio Tejo, o ano de 2023 marcou uma nova fase de expansão da UHD, com a “reforma administrativa de criação das ULS” e consequente “cooperação com os cuidados de saúde primários”, tendo sido “internados em regime de hospitalização domiciliária doentes a pedido de profissionais de medicina geral e familiar”.

Também durante o ano passado, acrescenta, a Hospitalização Domiciliária “expandiu-se para a comunidade, através da realização de protocolos e parcerias entre a ULS Médio Tejo e entidades locais do terceiro setor, para o estabelecimento de canais de comunicação e sinalização direta de doentes”, estando “projetado o alargamento destes protocolos de cooperação a outras estruturas de apoio a idosos em 2024”.

Assim, em 2023 foram admitidos a internamento domiciliário um total de 178 doentes, tendo a ULS registado um “aumento das referenciações de doentes dos distintos serviços e especialidades hospitalares”, nomeadamente das especialidades de Cardiologia, Pneumologia, Nefrologia, Serviço de Medicina Intensiva e Cuidados Paliativos.

Citado na nota, o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo salienta que “a hospitalização domiciliária é um compromisso […] com a qualidade de vida dos utentes, com a humanização da prestação dos cuidados de saúde e com a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”.

“A região do Médio Tejo tem um registo de sucesso nestes últimos cinco anos e vai continuar a investir na expansão e aprimoramento deste modelo que tantos benefícios traz à comunidade e aos utentes”, acrescenta.

c/LUSA

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