Em 2018 casou-se mais em Portugal mas mais tarde. Foto: Luis Tosta

Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que na região do Médio Tejo, em 2017, aumentou o número de casamentos (659), mas também aumentou o número de divórcios (479), neste último caso contrariando a tendência nacional. Aliás, desde 2013 que não se registavam tantos divórcios na nossa região.

Em Ourém, durante o ano passado, foram celebradas 171 uniões matrimoniais, sendo o concelho que lidera esta tabela na região do Médio Tejo. Tal deve-se sobretudo ao fenómeno de Fátima.

Segue-se Tomar com 134 casamentos. Outros concelhos de média dimensão com praticamente a mesma população registaram cerca de metade de uniões. Na cauda da tabela dos 13 municípios do Médio Tejo está Vila de Rei, com apenas sete casamentos. Mação e Sardoal registaram 10 uniões matrimoniais cada.

Em relação à forma de celebração do casamento, constata-se que na região do Médio Tejo a tradição ainda se mantém. É certo que a maior parte dos casamentos são oficializados apenas no registo civil, mas há 44,8 por cento de noivos que não deixam de casar pela igreja Católica, 11 por cento acima da média nacional (33,7%).

Já quanto a divórcios entre pessoas de sexo oposto, no Médio Tejo somam 479, ocupando os lugares cimeiros da tabela os concelhos de Ourém (88), Tomar (86), Torres Novas (74) e Abrantes (63). Os dados do INE referentes a 2017 indicam que há cinco concelhos que registam mais divórcios do que casamentos: Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Torres Novas e Vila de Rei.

Desde 2013 que não se registavam tantos divórcios na nossa região. Em relação a 2016, houve um aumento de 22,5 por cento de divórcios.

Casamentos celebrados entre pessoas do mesmo sexo em 2017, no Médio Tejo, foram quatro do sexo masculino (em Constância, Ourém, Tomar e Vila Nova da Barquinha) e outros quatro do sexo feminino (dois em Abrantes, um em Ourém e um em Tomar).

Quanto a divórcios gay, nos últimos anos na nossa região houve apenas dois em Torres Novas, um em 2016 e outro em 2014, ambos masculinos.

Casamentos e divórcios entre pessoas de sexo oposto

Dados referentes a 2017

Casamentos Divórcios
Abrantes 75 63
Alcanena 33 28
Constância 17 6
Entroncamento 32 53
Ferreira do Zêzere 17 18
Mação 10 11
Ourém 171 88
Sardoal 10 3
Sertã 50 23
Tomar 134 86
Torres Novas 63 74
Vila de Rei 7 9
Vila Nova da Barquinha 40 17
Total Médio Tejo 659 479

Fonte: INE

 

Casamentos e divórcio entre pessoas de sexo oposto no Médio Tejo

Casamentos Divórcios
2017 659 479
2016 626 391
2015 678 434
2014 638 459
2013 669 498

Fonte: INE

 

Mais casamentos e menos divórcios no país

O número de casamentos em Portugal aumentou 3,8% em 2017 face ao ano anterior e o número de divórcios diminuiu 3,4%. De acordo com as estatísticas demográficas, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2017 realizaram-se em Portugal 33.634 casamentos, dos quais 523 entre pessoas do mesmo sexo.

Houve mais 1235 casamentos do que em 2016 (que teve um total de 32.399 matrimónios celebrados), em resultado do acréscimo da nupcialidade quer entre pessoas do sexo oposto (mais 1134 casamento) quer entre pessoas do mesmo sexo (mais 101).

O valor da taxa bruta de nupcialidade aumentou para 3,3 casamentos por mil habitantes (3,1 em 2016).

Segundo as estatísticas, o adiamento da idade do casamento é uma tendência que se tem mantido ao longo das últimas décadas e para ambos os sexos.

A idade média do primeiro casamento em 2017 situou-se em 33,2 anos para os homens e 31,6 anos para as mulheres, o que compara com 32,8 anos e 31,3 anos, respetivamente, em 2016.

Relativamente aos divórcios, as estatísticas demográficas do INE indicam que em 2017 foram decretadas 21.930 dissoluções de casamentos, menos 719 do que em 2016.

Ainda segundo o INE, 21.577 divórcios dizem respeito a casais residentes em território nacional (22.340 em 2016) e 353 (309 em 2016) a residentes no estrangeiro.

O aumento do número de divórcios de casais residentes em território nacional, que se vinha a verificar desde 2006, foi interrompido a partir de 2011, passando a uma diminuição em 2014.

Em 2015, de acordo com o INE, registou um aumento, para voltar a descer e 2016 e 2017. A maior redução foi verificada em 2013, com menos 2855 divórcios decretados em relação ao ano anterior e em 2017 o decréscimo foi de 763.

A idade média para o divórcio foi de 45,6 anos para ambos os sexos, superior à verificada no ano anterior, que se situou nos 44,9 anos.

As mulheres divorciaram-se em média aos 44,5 anos e os homens aos 46,7 anos.

C/ Lusa


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Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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