Enfermeiros anunciam greve para quinta-feira no Centro Hospitalar do Médio Tejo. Foto: DR

Os enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo anunciaram uma greve aos turnos da manhã e da tarde de quinta-feira, dia 30 de janeiro, devido à falta de acordo com o Conselho de Administração na questão da progressão nas carreiras. A Delegação Regional de Santarém do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) dá conta, em comunicado, de uma concentração e conferência de imprensa em frente ao Hospital de Abrantes, às 11:00, para explicar as reivindicações dos enfermeiros.

Segundo o SEP, “a 23 de janeiro, em reunião com o conselho de administração, era esperado que alguns dos problemas dos enfermeiros pudessem vir a ser solucionados. Não aconteceu e, mais grave, a administração continua a não querer resolver problemas cuja existência é da sua exclusiva responsabilidade. É o caso de pretenderem prejudicar os enfermeiros com a contabilização de apenas 1 ponto por ano quando a carreira de enfermagem consagra 1,5 pontos”, adianta o sindicato.

“Há enfermeiros com 20 anos de exercício profissional que continuarão a não progredir na carreira e, alguns deles até solicitaram para ser avaliados, mas, por decisão e/ou falta de orientação da administração, não aconteceu”, pode ler-se na mesma nota informativa.

Paralelamente, continua, “aos enfermeiros continua a ser exigido que disponham de mais do seu tempo para garantirem as respostas em cuidados de saúde das populações. Fazer mais com os mesmos sem qualquer contrapartida tem que terminar, razão pela qual os enfermeiros decidiram concretizar um dia de greve”, conclui.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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