Os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam uma grande disparidade de preços na venda de habitações entre os 13 concelhos da região do Médio Tejo.
Sem surpresas, Ourém é o concelho com os preços mais altos (687 euros/m2) devido sobretudo ao fenómeno de Fátima.
Mas o segundo concelho neste ranking da nossa região é uma surpresa: Ferreira do Zêzere (611 euros/m2), mais do triplo do que em Mação por exemplo. Foi, aliás, naquele concelho que se registou maior aumento no preço da habitação (no 2º trimestre de 2016, o preço por m2 era de 504 euros). No extremo oposto está Mação com o preço mais baixo (199 euros /m2), segundo so dados mais recentes do INE, com os valores referentes ao 2º trimestre de 2017.
O terceiro concelho da região onde a habitação é mais cara é Tomar (598 euros /m2), concelho onde tradicionalmente se praticavam os preços mais elevados.
Seja como for, em todos os concelhos do Médio Tejo o preço mediano de venda de habitação está abaixo da média no território de Portugal continental (897 euros/m2). Aliás, só há 41 municípios no país, no litoral em geral e no Algarve em particular, com um valor superior à mediana.
Entre os 13 concelhos da região, a mediana é de 539 euros/m2, sendo que Ourém, Ferreira do Zêzere, Tomar e Torres Novas são os únicos que estão acima dessa média. Mação, Sardoal e Vila de Rei são os concelhos onde a habitação é mais barata, segundo os dados publicados no final de outubro.
A título de curiosidade refira-se que, a nível nacional, onde a habitação tem um preço mais caro é em Lisboa: 2.231 euros/m2; e o mais barato é em Mértola (Baixo Alentejo): 225 euros/m2.
No distrito de Santarém, Benavente é o concelho que apresenta o valor mais alto neste ranking (679 euros/m2). Na região da Lezíria do Tejo, tendencialmente, quanto mais para sul e para o litoral, maior é este valor. Nos lugares cimeiros desta região, além de Benavente, surgem Coruche e Salvaterra de Magos. Os concelhos que apresentam valores mais baixos são os de Alpiarça, Chamusca, Rio Maior e Santarém.
A formação destes preços deriva em grande medida do equilíbrio entre a oferta e a procura do mercado, sendo possível fazer um paralelismo entre os valores da habitação e a dinâmica económica de cada concelho. Além disso, não nos podemos esquecer que a construção civil é um dos motores da economia.
As estatísticas reveladas pelo INE foram obtidas através de um protocolo assinado entre esta instituição e a Autoridade Tributária e Aduaneira (IMT e IMI).
Esta é a primeira vez que o INE divulga as estatísticas de preços de habitação a nível local, informação que passa a estar disponível com periodicidade trimestral.
Média dos preços de venda de habitação por m2 no Médio Tejo
| Concelho | Euros /m2 |
| Abrantes | 446 |
| Alcanena | 373 |
| Constância | 522 |
| Entroncamento | 526 |
| Ferreira do Zêzere | 611 |
| Mação | 199 |
| Ourém | 687 |
| Sardoal | 242 |
| Sertã | 480 |
| Tomar | 598 |
| Torres Novas | 550 |
| Vila de Rei | 357 |
| Vila Nova da Barquinha | 515 |
| Médio Tejo | 539 |
Fonte: INE (valores referentes ao 2º trimestre de 2017)
Mediana dos preços de venda de habitação por m2 na Lezíria do Tejo
| Concelho | Euros /m2 |
| Almeirim | 556 |
| Alpiarça | 532 |
| Azambuja | 676 |
| Benavente | 679 |
| Cartaxo | 599 |
| Chamusca | 540 |
| Coruche | 604 |
| Golegã | 555 |
| Rio Maior | 540 |
| Salvaterra de Magos | 666 |
| Santarém | 543 |
| Lezíria do Tejo | 593 |
Fonte: INE (valores referentes ao 2º trimestre de 2017)
