A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo lançou um programa de descoberta da história templária na região, com o seu legado a poder ser conhecido através da Rota dos Templários. A rota, que tem 34 locais identificados com a temática templária e quatro itinerários desenhados em sete municípios, visa “valorizar” o território e “potenciar” os fluxos turísticos.
“Nós temos de aproveitar aquilo que já existe, o nosso património, que é muito valioso, e desde logo a partir daqui, do Convento de Cristo, colocá-lo ao serviço da nossa região”, disse em Tomar Manuel Jorge Valamatos, presidente da CIM Médio Tejo, tendo destacado o trabalho de “parceria” na “agregação e valorização” do que “de melhor a região tem”, e no “encontrar de estratégias no sentido de atrair e potenciar os fluxos turísticos”.

A Rota dos Templários no Médio Tejo, apresentada em março no Convento de Cristo, em Tomar, monumento Património da Humanidade, agrega vários recursos com vínculo à temática templária, com percursos e património visitável em sete municípios – Abrantes, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sertã, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha – a par de experiências imersivas e diversas ferramentas de comunicação.

As experiências disponíveis ao público são uma visita virtual ao Castelo de Almourol, a partir do Centro de Interpretação Templário de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, e a Reconstituição do Cerco ao Castelo de Tomar, no Convento de Cristo, em Tomar,
Após o término das obras que decorrem na Torre de Dornes, em Ferreira do Zêzere, a CIM Médio Tejo vai disponibilizar naquele monumento templário uma experiência de vídeo mapping que irá retratar as lendas da Torre de Dornes e de Nossa Senhora do Pranto.

Para além das experiências “imersivas”, foi criado o site templarportugal.com, a aplicação – Rota dos Templários e as páginas de redes sociais templarportugal no Facebook e no Instagram.
A Rota Templária propõe ainda quatro itinerários temáticos. O militar, a centrar-se nos castelos e fortalezas, o religioso, que dá a conhecer algumas igrejas e crenças e hábitos religiosos dos Templários, o simbólico, que explora o misticismo e a imagética templária, e o arquitetónico, que se debruça sobre as características e as inovações da arquitetura templária.

Segundo a CIM Médio Tejo, os objetivos da nova oferta turísitica passam pela “valorização do património histórico-militar”, pela “promoção turística do território associada à temática templária”, e pela “melhoria da experiência de visitação dos monumentos templários mais emblemáticos”, com a implementação de “ofertas diferenciadoras e experiências imersivas com recurso às novas tecnologias”.




Manuel Jorge Valamatos, que também preside ao município de Abrantes, disse que a Rota Templária e os seus itinerários temáticos “permite conhecer a vivência dos Cavaleiros do Templo, passando por relevantes vestígios deixados pelos Templários, ao mesmo tempo que permite usufruir da riqueza das suas paisagens naturais e da sua gastronomia”.
Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo do Centro, destacou na sua intervenção que, dos 7.9 milhões de dormidas registadas em 2023 na região Centro, 1.5 milhões foram no Médio Tejo, sub-região que registou um aumento de 28% neste item.
Para a responsável, que já presidiu à Câmara de Tomar e à CIM Médio Tejo, esta Rota vem permitir “qualificar o Médio Tejo e a região Centro como destino” e permitir “interligações com o turismo religioso, a gastronomia, o turismo industrial”, e outros.

O presidente da Turismo de Portugal, por sua vez, entidade que apoiou financeiramente a Rota dos Templários em 70% do total de 1.4 milhões de euros (ME) de investimento efetuado pela CIM Médio Tejo e pelos municípios “nucleares” do projeto – Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha – destacou o trabalho de parceira entre municípios, a partir dos recursos endógenos, tendo feito notar que o desafio do setor é “continuar a crescer” em qualidade, depois do turismo nacional ter atingido um volume de receitas em 2023 de 25 mil ME.

“O objetivo era chegar aos 27 mil ME em 2027, estamos a 7% [desse montante], e estamos convictos que este ano vamos atingir essa meta”, disse Carlos Abade, tendo indicado que “os desafios passam por fazer mais e melhor, continuamente, inovar, valorizar e criar valor”.
“Os recursos existem e este projeto de parceria permite exponenciar o que existe e depois evoluir para rota nacional, de forma integrada”, afirmou.
A Rota dos Templários no Médio Tejo resultou de uma candidatura da CIM Médio Tejo, aprovada na Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior do Turismo de Portugal e está integrada no projeto intermunicipal Afirmação Territorial do Médio Tejo.
c/LUSA
