A conclusão do IC9, entre Constância/Abrantes até Ponte de Sôr, permitirá aumentar “a competitividade territorial”. Foto: DR

A conclusão do IC9, entre Constância/Abrantes até Ponte de Sôr, permitirá aumentar “a competitividade territorial”, destacou hoje a presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) que há vários anos reivindica a obra, agora inscrita no plano de investimentos 2030.

“Ao fim de tantas décadas congratulamo-nos com o anúncio da conclusão do IC9, um projeto que serve a região e o país, que é muito importante para a valorização do interior, e que acrescenta competitividade ao território e qualidade de vida”, disse hoje à agência Lusa a socialista Maria do Céu Albuquerque, que também preside à Câmara Municipal de Abrantes.

A conclusão do IC9 com ligação à A23 é uma antiga aspiração dos autarcas dos municípios de Abrantes e de Constância, no distrito de Santarém, e permitirá estabelecer ligação a partir da zona entre Abrantes e Constância até Ponte de Sôr, no Alto Alentejo, em projeto que inclui a construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo.

“A travessia tem de ser feita de forma a servir o maior número de pessoas possível e o interesse da região e do país, como sempre tenho defendido, para além de se ter em linha de conta um custo exequível para o investimento que será necessário efetuar”, notou a autarca.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da CIMT e da CM Abrantes. Foto: mediotejo.net

Maria do Céu Albuquerque lembrou que este investimento em acessibilidade “é reclamado há muitos anos” e que o anúncio da conclusão do IC9 representa um “investimento de grande importância para a região e para o país, ligando o interior ao litoral”.

O presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira (PS), disse, por sua vez, que o anúncio é “uma boa noticia para a região”, tendo observado que o documento refere que a localização da nova travessia a construir para a nova ligação rodoviária é “entre Constância e Abrantes, não definindo exatamente o local”.

O autarca, que afirmou rejeitar o traçado inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, e que previa a ligação sobre o Tejo entre Abrançalha e Tramagal, no concelho de Abrantes, defende a realização de “novos estudos, nova localização e novo projeto”.

“O que defendemos é que esta não é uma questão fechada, as coisas alteraram-se [relativamente aos estudos e traçado desenhado e inscrito em PRN] e o que entendo é devem ser realizados novos estudos, para um novo traçado e para um novo projeto”, disse Sérgio Oliveira.

“Se a futura ponte sobre o Tejo ficar na zona de fronteira entre os dois municípios esse será o local que melhor serve os interesses da região”, vincou.

O autarca, que afirmou rejeitar o traçado inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, e que previa a ligação sobre o Tejo entre Abrançalha e Tramagal, no concelho de Abrantes, defende a realização de “novos estudos, nova localização e novo projeto”. Foto: CMC

Segundo o presidente do município de Constância, com este anúncio do Governo “estão reunidas as condições para se chegar a uma solução de consenso que passe por localizar a nova ponte na fronteira do concelho de Constância com o concelho de Abrantes, quer da margem sul (entre a estação ferroviária de Santa Margarida da Coutada e a Ribeira de Alcolobre), quer na margem norte (nó da A23 à saída de Constância no sentido de Montalvo ou no nó da A23 a seguir à fábrica da Tupperware)”, já no município de Abrantes.

“O importante é este investimento para a construção de uma nova travessia sobre o Tejo estar inscrito” no Plano Nacional de Investimentos 2030, concluiu.

O PNI abrange infraestruturas de nível nacional localizadas em Portugal Continental, com projetos ou programas com investimentos superiores a 75 milhões de euros e tem um horizonte temporal de 10 anos.

C/LUSA

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