Foto: mediotejo.net

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) assinou no dia 14 de outubro o protocolo para assumir as competências transferidas pela Segurança Social, passando esta comunidade a coordenar em 2023 uma plataforma interconcelhia, onde o grande propósito e objetivo é “aumentar a capacidade de concretização das medidas nos territórios”. Pedro Ferreira (PS), presidente da Câmara Municipal de Torres Novas vai ser o autarca à frente desta plataforma, tendo sido designado pelos seus pares para esse efeito.

Naquele que é o culminar de um trabalho iniciado em 2021, a CIM Médio Tejo vai assim passar a partir de 2023 a coordenar a plataforma interconcelhia, através desta transferências de competências, a qual estabelece que esta entidade passará a ser a responsável por participar na organização dos recursos e no planeamento das respostas sociais e equipamentos sociais ao nível supraconcelhio, exercendo as competências das plataformas supraconcelhias e assegurando a representação das entidades que as integram e também elaborar as cartaz municipais supramunicipais para identificação de prioridades e respostas sociais a nível intermunicipal.

Além do mais, e de acordo com a expressão jurídica plasmada no Decreto-Lei n.º 115/2006, a comunidade intermunicipal terá ainda como competências, entre outras, a de convocar e presidir no mínimo a quatro reuniões anuais, debater estratégias para a concretização dos planos nacionais e locais de integração de definição de medidas e políticas do ponto de vista local e intermunicipal, garantir a harmonização e articulação das iniciativas desenvolvidas pelos diferentes parceiros de âmbito concelhio que atuam no plano social.

Promover reuniões temáticas setoriais para aprofundar o conhecimento e análise dos problemas sociais do território tendo em conta a dimensão de género, analisar e promover a resolução ou o encaminhamento para o nível nacional dos problemas que lhe forem apresentados e promover a circulação da informação pertinente serão outras das incumbências que agora cabem à CIM Médio Tejo.

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No entanto, “as plataformas supraconcelhias podem e devem (…) fazer chegar às instâncias de âmbito nacional e da administração central e às respetivas áreas de tutela governativa, essas necessidades e esses aspetos que no fundo poderão ser determinantes para o ajustamento das medidas de política pública”, relembrou Renato Bento, diretor da Segurança Social de Santarém.

“Os municípios e as comunidades intermunicipais são quem está mais próximo das comunidades, são quem está mais próximos dos problemas, quem melhor conhece os problemas sociais, os problemas económicos, os problemas territoriais e por essa via acho que nós conseguimos introduzir um incremento de capacidade de resposta em cada um dos concelhos e em cada uma das comunidades intermunicipais”, afirmou ainda Renato Bento no ato da assinatura do protocolo, num momento que apontou como “simbólico” e “muito marcante” para a Segurança Social.

Renato Bento, diretor da Segurança Social de Santarém.

“Os municípios, o poder local, por natureza, tem um conhecimento ainda mais aprofundado sobre as problemáticas, sobre as famílias, sobre aquilo que cada um desses territórios precisa para se desenvolver e para suprimir as fragilidades que vão surgindo naturalmente na vida dos cidadãos e portanto essa é a grande razão que justifica este processo de transferência de competências”, afimou.

“Nós acreditamos profundamente e convictamente de que será um processo bem sucedido naquilo que são as novas responsabilidades que cabem quer aos municípios quer às comunidades intermunicipais, e por essa via e razão fizemos aqui também este esforço muito significativo de prepararmos este processo da forma mais eficaz possível, e permitir esta transição tranquila e com a normalidade que todos nós desejamos, em processos que naturalmente são complexos e difíceis”, complementou ainda o diretor da Segurança Social de Santarém, em declarações à comunicação social.

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Renato Bento esclareceu também que não haverá um período experimental, mas antes apenas um processo de acompanhamento “muito próximo” nos próximos meses com cada um dos municípios e com a Comunidade Intermunicipal, não descartando as responsabilidades da Segurança Social.

“Não estaremos longe do processo, de todo, faremos esse acompanhamento através também das comissões de acompanhamento concelhias que desenvolvemos e que implementámos em cada um dos territórios e portanto ao longo do tempo faremos esse acompanhamento e esse apoio muito concreto e muito efetivo aos municípios, até que estejam perfeitamente autonomizados e conhecedores de todas as matérias”, esclareceu.

Pedro Ferreira, pessoa que esteve sempre ligada à área social e que foi designado pelos seus pares para liderar esta plataforma supraconcelhia, referiu que é com “muito agrado” que recebe esta “grande responsabilidade” de liderar uma plataforma “muito rica” a qual quer “dentro do possível explorar ao máximo”, fazendo menção a um “manancial de problemas que têm que ser atenuados de alguma forma”.

Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas, é quem vai liderar a plataforma interconcelhia.
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O “principal objetivo” passa por resolver os problemas, mas à parte disso e à parte da assunção de competências feita já pelos municípios (ou que será feita até janeiro 2023), pretende-se também dar resposta a “situações de alerta”, como as de jovens licenciados que não conseguem arranjar emprego e “desenvolver riqueza à sua volta”, de abusos sexuais, de proteção de crianças e jovens, “tudo isto está aqui envolvido, portanto é um manancial de problemas, e eu espero que venha a ser também um manancial de vitórias sobre esses problemas”, referiu Pedro Ferreira em declarações à comunicação social.

A plataforma interconcelhia será composta por 28 entidades de participação ativa na plataforma supraconcelhia, entre segurança social, comunidade intermunicipal, IPDJ, forças de segurança, união das misericórdias, da saúde ou IPSS.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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