ULS Médio Tejo com atendimento complementar nos centros de saúde de Mação e Ferreira Zêzere até 5 de janeiro. Foto: mediotejo.net

Os serviços de urgência hospitalar da ULS Médio Tejo estão a funcionar com alguns constrangimentos, com a urgência de Ginecologia e Obstetrícia encerrada entre os dias 30 de dezembro e 4 de janeiro, segundo as Escalas de Urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A ULS alargou os serviços de atendimento nos centros de saúde de Mação e Ferreira do Zêzere até 5 de janeiro, incluindo fins de semana e feriados.

O ministério da Saúde afirmar estar a gerir com os hospitais de todo o país os serviços de urgência e os cuidados de saúde primários, sendo o objetivo que ninguém fique sem acesso ao SNS, através de um modelo de funcionamento em rede e acautelando que “os meios adequados estão disponíveis onde e quando é preciso”.

No caso da ULS Médio Tejo, a urgência de Ginecologia-Obstetrícia da ULS Médio Tejo está “referenciada” nos dias 28 e 29 de dezembro, ou seja, encontra-se “reservada às urgências internas e aos casos referenciados pelo CODU/INEM e pela Linha SNS24”.

O mapa das escalas do SNS indica ainda que aquele serviço de urgência em Abrantes estará encerrado entre os dias 30 de dezembro e 04 de janeiro de 2025 (ver AQUI). Por outro lado, a ULS indica que o o atendimento complementar dos centros de saúde de Mação e Ferreira do Zêzere estará a funcionar até ao dia 5 de janeiro, aos fins de semana e feriados, incluindo o dia 25 de dezembro e o dia 1 de janeiro.

O Atendimento Complementar funciona no Centro de Saúde de Mação ao sábado, domingo e feriados, das 10h00 às 19h00, e no Centro de Saúde de Ferreira de Zêzere das 9h00 às 17h00.

Esta medida, de acordo com a ULS do Médio Tejo, (ver AQUI), tem como objetivo dar respostas a muitos casos de doença que não justificam uma deslocação até uma urgência hospitalar. Reduzindo a pressão sobre as urgências hospitalares, estas ficam “libertas” para os verdadeiros casos urgentes e emergentes.

A ULS realça ainda a importância de ligar em primeiro lugar para a linha SNS 24 – 808 24 24 24 -, uma linha telefónica gratuita, disponível 24 horas, para uma triagem e encaminhamento adequado de cada situação. Em situações de emergência, o contacto deverá ser realizado diretamente para o 112.

Desde há cerca de duas semanas que as grávidas têm de ligar para a linha SNS Grávida antes de recorrerem à urgência de obstetrícia e ginecologia dos hospitais que aderiram ao projeto que arrancou em fase piloto em 11 Unidades Locais de Saúde (ULS), maioritariamente em Lisboa e Vale do Tejo, e em três unidades que aderiram voluntariamente ao projeto.

Desafiada a fazer um balanço da primeira semana do novo modelo de funcionamento destas urgências, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse na segunda-feira ser preciso um “histórico maior”, de várias semanas, para apresentar esses dados.

Adiantou, contudo, que foi possível identificar “pequenos constrangimentos e resolvê-los”, comentando que o processo está a ser feito com “muita calma, com muita prudência, com muito bom senso”.

“Vamos avaliar como é que vão correr estes meses e depois faremos o nosso balanço e veremos se é algo que podemos alargar também a todo o país”, disse a ministra aos jornalistas, à margem da cerimónia de entrega do edifício do novo Hospital de Sintra pela Câmara de Sintra ao SNS.

Na sua intervenção na cerimónia, Ana Paula Martins afirmou que, no âmbito do plano de inverno, o ministério está a gerir com os hospitais de todo o país os serviços de urgência e os cuidados de saúde primários, sendo o objetivo que ninguém fique sem acesso ao SNS.

Mas esse acesso é através de um modelo de funcionamento em rede e acautelando que “os meios adequados estão disponíveis onde e quando é preciso”.

“É uma grande transformação, talvez a terceira maior transformação que a área de obstetrícia e ginecologia já teve nestes últimos 45 anos ou mais”, comentou.

Essa “grande transformação” começou com os anteriores governo e Direção Executiva do SNS, mas agora está a ser expandida ao país em áreas como a Obstetrícia e “daqui a muito pouco tempo também à pediatria”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *